Well, well... pra quem acompanha o blog sabe que já falei duas vezes sobre Sigur Rós, e sabe também o quanto eu acho a banda estranhamente maravilhosa, ou maravilhosamente estranha, acho que não faz diferença. O que eu não disse é que, dentre os cinco álbuns deles, há três que são meus destaques, meus favoritos, e eu já falei de uma música do Takk (Gong) e uma do Agaetis Byrjun (Svefn-g-Englar), então vou completar essa trinca e falar sobre uma música do meu provável cd favorito deles (já que eu ganhei de aniversário), o fascinante "Með suð í eyrum við spilum endalaust" (!).
O nome é bizarro, mas lembrem-se, é Sigur Rós. Pra começar, está escrito na língua que eles inventaram (o hopelandês), e em português significa "com um zumbido em meu

Fljótavík (nome de uma região da Islandia) é uma das músicas mais triste que já postei aqui, e digo isso mesmo descartando a tradução, digo pelo instrumental e os arranjos sempre primorosamente bem trabalhados da banda, que passam uma ideia de uma cena bem deprê de filme. Quando se trata de Sigur Rós, não costumo olhar muito as letras, seguindo a ideia deles que o importante é a melodia, tanto que fazem letras em uma língua própria e o vocal de Jonsi sempre parece um instrumento agudo a mais na canção.
Algo importante é notar que esse album, lançado em 2008, é o mais recente da banda, e ele tem uma diferença para os outros: é mais acessível! Digamos que dificilmente alguma música dos álbuns anteriores seriam ouvidas na televisão ou como música ambiente de alguma lojinha que não seja na Islandia (terra deles). Isso sempre tornou o público deles bem restrito. Mas essa obra já traz uma leve tendência à uma universalização de suas músicas, ainda que o cd passa longe de ter músicas comerciais, hits de rádio, etc.
Claro que em uma hora dessas surgem fãs antigos que dizem que Sigur Rós está se perdendo, que estão apelando por popularidade, etc, etc. Bem, esses tipo de gente sempre aparece. Se aparecem até no público de Muse, que tem música no Crepúsculo e Guitar Hero, porque não apareceria entre os ouvintes de Sigur Rós, que teoricamente tem um público quase restrito ao cult? Infelizmente, essa síndrome de underground se espalha em certas pessoas. Mas o correto é não se importar e ouvir as boas músicas, que mais acessíveis ou não, continuam lindas e emocionantes, como Fljótavík! ;)