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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Weezer - Buddy Holly


Dia de clássico no Song Sweet Song!

Senhoras e senhores: Weezer!
Já fiz um razoável post falando sobre esses rapazes para vocês, embora eles dispensem apresentações. Aliás, tenho uma teoria, mais do que conhecer, creio que algum dia da vida todo mundo merece se tornar viciado em Weezer. Nem que isso passe em quatro, cinco meses. Por um breve período, todos precisam cantar alto todas as músicas junto com Rivers Cuomo.

Certo, não precisa cantar necessariamente todas, afinal, nos últimos anos o Weezer tem lançado um álbum por ano praticamente, e infelizmente, com qualidade bem contestada pelos críticos (vou pular fora dessa discussão porque confesso não ter acompanhado a banda nessas últimas façanhas). Mas os clássicos... ah, os clássicos. Esses merecem atenção.
Por isso que falaremos hoje da possível mais querida música deles: BUDDY HOLLY!

Do começo ao fim, essa música tem algo cativante. Eu, mesmo improvisando elogios e explicações aqui há uns 70 posts, não saberia dizer o que exatamente consegue nos pegar nela. Mas posso dizer que a guitarra dela é meu elemento favorito! Parece que cada nota dela se encaixa, seja o riff, ou a cadenciada depois de cada verso, ou o solo... Tem algo de empolgante, algo que nos anima, e consegue pegar exatamente o espírito da letra, que se encaixa entre uma revolta e uma declaração de amor! Vou explicar.

Rivers compôs essa canção se baseando em um relacionamento que ele teve com uma garota chinesa no ensino médio, e aparentemente essa garota sofria um sério preconceito pela sua nacionalidade (o tão conhecido Bully). Por isso, o clima de revolta da música quando Rivers demonstra não compreender a atitude dos valentões que insistiam em perseguir sua garota. Já a parte da declaração fica por conta de frases do tipo "Você sabe que eu sou seu, e eu sei que você é minha, e isso é o que importa"! O refrão também se inclui nessa parte, porém, ele é um pouco mais misterioso.

É dito "Eu pareço o Buddy Holly / e você é a Mary Tyler Moore / eu não me importo com o que eles dizem sobre a gente". Bem... Eu pesquisei bastante, e até agora não encontrei nada sólido sobre essas referências. Como se sabe, Buddy Holly foi um cantor importante dos anos 50, tal como Mary Tyler Moore foi uma famosa atriz da época. Talvez seja uma comparação para mostrar que eles eram bem diferentes entre si. Mas eu gostei mesmo da teoria que diz que Rivers só escolheu o Buddy Holly porque ele aparentava ser extremamente nerd, como ele! :D

Por fim, uma curiosidade: Buddy Holly só foi inclusa no cd de estreia do Weezer depois de muita insistência de pessoas que tiveram contato com a demo da música. A banda não estava disposta a lançar a canção oficialmente. Já pensou?

Buddy Holly

sábado, 23 de janeiro de 2010

Weezer - Say It Ain't So




Dizem por aí que as aparências enganam. Pra quem viu a banda americana de rock alternativo WEEZER surgir em meados de 1994, só uma coisa deve ter passado pela cabeça destes: “olhem os perdedores que estão subindo no palco”! Caso estejam pensando que é nesse momento que eu contrario a afirmativa acima e digo que River Cuomo e cia não eram perdedores, estão enganados. As próprias músicas produzidas pela banda não negavam a história deles, “nerds” e “losers”. Mas foi justamente por essa nova aparência que surgia no cenário do rock que o Weezer alcançou o sucesso e em pouco tempo viravam os deuses musicais dos nerds.
Um único álbum e o Weezer já era considerado uma das bandas mais promissoras da década de 90. BLUE ALBUM, não é o nome oficial da obra, mas é assim que o trabalho de estréia do Weezer ficou conhecido (devido à capa ter os integrantes posando na frente de um fundo azul). Se me perguntarem, não negarei que esse é o álbum que mais gosto do Weezer, e mesmo depois de mais seis produções, nada parece ter superado a estréia fenomenal desse esquisito e adorado trabalho azul.
Caso apareça alguém para dizer que o fato deles serem diferentes e esquisitos não serve como requisito para fazerem sucesso, posso apresentar uma onda de argumentos: Acima de tudo, eles sabiam muito bem unir as coisas. Souberam unir suas influências clássicas de Pixies e Nirvana a um som único, souberam unir rock pesado a batidas leves, produzindo algo agradável e de fácil assimilação, além do fato de que as melodias criavam a atmosfera perfeita para as letras do vocalista Cuomo.
Se não foi argumento o suficiente, dou minha melhor indicação: SAY IT AIN’T SO. O terceiro single do Blue Album pode não ter sido o maior sucesso deles, mas é uma das maiores composições que o Weezer fez em toda sua carreira. A guitarra é trabalhada com perfeição, não é destaque apenas no solo encantador, mas é o elemento principal da música, na introdução, na ponte, no refrão, enfim, em todo o som. Quanto à letra, Cuomo fala sobre o dia que encontrou uma garrafa de cerveja na geladeira de casa, que o fez lembrar o episódio de separação de sua mãe com seu pai. Ele acreditava que o fato do pai ser alcoólico fez com que eles se separassem, e isso podia estar ocorrendo novamente, mas com o padrasto.
Garanti que a principal força do Weezer estava na capacidade deles de unirem diversos elementos diferentes entre si. Pois bem, eis a principal fórmula do sucesso da banda: Souberam unir o universo nerd ao universo musical, agradando não só a aqueles que se identificam com as letras, mas também a todos aqueles que curtem uma boa música de rock.