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segunda-feira, 12 de março de 2012

Arctic Monkeys - I Bet You Look Good on the Dancefloor


Já é um clássico do indie rock. Sim?

Tudo bem, vocês estão certo, talvez a palavra clássico seja forte demais para qualquer música dos anos 2000, afinal, precisamos de um bom tempo para determinar se algo é um clássico ou não. Mas vamos considerar que ao citar as bandas mais importantes para o indie rock, é impossível não passar por Arctic Monkeys (talvez Strokes seja a mais citada, mas a banda de Alex Turner deve vir logo em seguida). E se Arctic Monkeys tem essa importância toda, temos que considerar quais foram os hits da banda que a levaram para o patamar assumido hoje. Eu posso estar bem enganado, mas para mim, a música mais famosa - e por que não - importante da história dos macaquitos é I BET YOU LOOK GOOD ON THE DANCEFLOOR.

Na única vez que falei de Arctic Monkeys aqui foi de outro clas....grande trabalho deles, a não menos importante Fluorescent Adolescent... No entanto, creio que deveria ter começado por I Bet You Look Good on the Dancefloor, tanto por fazer parte do primeiro álbum deles, quanto por ser uma música completa! Sim, ela tem de tudo, não é átoa que apresentou da melhor forma possível o Arctic ao mundo. Tem uma entrada marcante com a guitarra, um vocal rápido e roqueiro, segundas vozes muito apropriadas ("you are dinamyte!"), um refrão matador (daqueles que fazem você voltar umas dez vezes até conseguir cantá-lo junto com o vocalista), e por fim, não deixa de lado a proposta de ser dançante como sugere o título, mesmo sendo inteira baseada em riffs de guitarra. Rock para dançar.

Ah, claro, em uma música completa a letra também é levada em conta, e nessa canção temos uma letra bem elaborada, repleta de referências a outras obras, às vezes até difíceis de capturar. Por exemplo, a frase "Seu nome não é Rio, mas eu não me importo com areia" remete a uma música do Duran Duran que conta sobre uma excêntrica garota chamada Rio que dança na areia. No refrão há referência ao livro 1984, de George Orwell, onde é dito que a garota se parece um robô de 1984. Isso porque no livro se diz que no futuro as pessoas não terão mais amor no coração, como os robôs. A falta de amor é um tema decorrente da música em si.

Se apenas o tempo dirá se esta música é um clássico ou não, melhor a gente gastá-lo da melhor forma possível, portanto! Quem sabe dançando um pouco de rock pra lavar a alma?!

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ps: essa é dedicada para minha amiga Gabê! She's dinamyte!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Arctic Monkeys - Fluorescent Adolescent


Nem me lembro quando, mas faz um tempo, eu olhei para um amigo meu e disparei:
- E o Arctic Monkeys, hein? Disseram que seria a melhor banda da década, e...
Antes que eu completasse a frase, ele decretou:
- E foi a melhor.

Tenho certeza que boa parte das pessoas que visitam meu blog curtem Arctic Monkeys. E não sou vidente, nem nada do tipo. É uma questão de público alvo mesmo... Escrevo bastante sobre indie rock, já falei sobre inúmeras bandas britânicas, gosto de recomendar algo que está entre a jovialidade do rock n' roll e o espírito de descontração das músicas alternativas. E o Arctic Monkeys é um signo disso tudo, quase um estereótipo, respiram o ar indie rock que preenche meu blog. Sabem o sentimento que tenho com The Kooks de que eles traduzem esse estilo (dito nesse post aqui)? Pois então, a maioria das pessoas tem esse mesmo sentimento, só que com Arctic Monkeys.

Eu enxergo essa banda como uma personificação musical de um adolescente que gosta de rock, que é imaturo, é descontraído, é barulhento e revoltado. Ou pelo menos enxergava, já que no último album - Humbug - aparentemente eles resolveram crescer e mudaram de sonoridade. Mas esse álbum fica para outro post, porque hoje vim falar da primeira fase de Arctic Monkeys, que podemos encontrar nos dois primeiros cds, principalmente em FAVOURITE WORST NIGHTMARE, o segundo album. É de lá que retirei a música título de hoje, FLUORESCENT ADOLESCENT, que você com certeza já ouviu em algum lugar. Diferente do que disse no último post, o vocalista Alex Turner não tem uma voz única, tanto que em sue projeto paralelo (The Last Shadow Puppets) ele praticamente faz músicas com um clone (quem quiser procura por Miles Kane e verá como as vozes se assemelham). No entanto, a voz de Alex é um destaque, pois tem toda a pegada do Britpop que é um dos movimentos mais encantadores da história da música.
Em Fluorescent Adolescent, a barulheira do AM é mais organizada, mas podemos entender bem esse espírito de descontração, essa alma de indie rock, a voz do britpop, e todos eteceteras que já citei. O riff é pegajoso, o baixo é de arrepiar, o ritmo é dançante, a energia da música é vibrante. Se foi a melhor banda da década? Prefiro me ausentar dessas discussões, mas garanto que junto com The Strokes, Arcade Fire, Death Cab for Cutie, Spoon, The National, dentre outras bandas que já escrevi sobre (ou não) no meu blog, elevaram a força e a moral do indie rock nos anos 00'.