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domingo, 16 de outubro de 2011

The Kooks - I Want You Back


The Kooks é uma daquelas bandas folk-indie-rock que tem um som bem característico. A propósito, da última vez que falei deles (já faz um tempo), disse exatamente que eles representam um genérico, aquela banda pra você mandar para o amigo que te perguntar "mas o que é indie rock mesmo?".
Sempre com muita qualidade, raras vezes o The Kooks altera sua fórmula e cria uma música com uma atmosfera diferente. Mas I WANT YOU é uma dessas exceções!

Talvez pela temática da música, a banda resolveu dar um clima mais... sufocante à melodia! Algo que traz um pouco de solidão, embora não seja tão deprê assim quanto você está achando pela minha descrição! Dá um play então, e acompanha!
"I Want You" está no primeiro álbum dos Kooks, "Inside In/Inside Out", e fala sobre aquele momento difícil do fim de um relacionamento, onde uma das partes ainda gostaria de voltar ao namoro. É um momento complicado, ruim, que eu nem gosto muito de falar sobre, e como devem imaginar, acaba inspirando os artistas que gostam de falar sobre o amor. Creio que todo mundo já passou por esse momento (dificilmente você vai conhecer alguém que passará a vida com a primeira pessoa que gostou), e que não deixa de ser importante para a nossa vida, no processo de maturação e tudo mais... o problema é botar isso na cabeça na hora que você está enfrentando a situação!
Creio que, depois de passar por algumas experiências, o que eu poderia sugerir para alguém que está nessa é que você tem que encarar tudo como algo natural da vida e que, SIM, TENHA CERTEZA, tudo ficará bem! Um dia você irá perceber que tudo isso aconteceu para o seu bem (aparecerá até a típica frase "não era pra acontecer mesmo... estamos melhores do jeito que estamos hoje!"), e até se achará bobo(a) por ter sofrido tanto (embora seja inevitável). Segure a onda, você é capaz, e quando menos esperar, estará em outra, pronto para viver e se entregar novamente! Não tenha medo, não fique com trauma, deu errado uma vez, mas uma hora vai dar certo e vai valer a pena! ^^

Enquanto isso não acontece, curta The Kooks e sua música muito bem composta. Talvez sejam os acordes utilizados, ou a bateria em suas batidas duras e fortes, não importa, o fato é que eles reproduziram muito bem o clima de quem gostaria de ter alguém de volta. Mas olha, ouça a música sem sofrimentos, ok? Tenho certeza que o The Kooks quer muito mais que as pessoas se divirtam com suas canções do que entre em depressão, ou algo do tipo... hahaha

*ps: o nome da música é apenas “I Want You” mesmo, pelo menos é isso que está escrito na contracapa do cd que eu tenho... mas quando eu a baixei ela estava com esse nome, “I Want You Back”, e vários sites a tratam assim. Por costume, coloquei o "Back" no título ;)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

The Kooks - She Moves on Her Own Way


O tal do indie rock traz polêmica. Penso que já falei isso aqui antes, mas vale o replay. Que raios é esse tal movimento indie que tanto se expandiu na última década?
Originalmente, designava qualquer banda que produzisse o próprio cd de maneira independente. Mas todo mundo sabe hoje que esse conceito caiu, eu mesmo não saberia dizer quais das bandas que já citei aqui realmente gravaram um álbum sem nenhum tipo de contrato com gravadoras e produtoras. Provavelmente, nenhuma. Mas são indies, sim, de cabo à rabo, indies.
A verdade é que hoje o indie é um gênero musical, um rótulo, diria mais, um estilo. Sim, você pode se vestir de maneira indie, pode agir de maneira indie, pode falar como um indie. Um estilo, não é mesmo? Eu poderia me esforçar para tentar caracterizar para vocês essa maneira de agir como um indie, as roupas que um indie usam, etc., mas como minha área é música (e não moda, rs), ou tentar falar para vocês qual minha visão de algo indie e genérico.
Primeiro, vou deixar claro que tenho consciência que duas bandas consideradas indies podem ter sonoridade opostas. Por exemplo, Sigur Rós e Fleet Foxes. São indies, mas Sigur Rós é experimental e post-rock, já Fleet Foxes se encontra na área Folk. Então, quando digo Indie Genérico é aquele som que é simplesmente indie, sem outros rótulos.
Falo de um violão agitado que tenta colocar todo mundo pra dançar, enquanto o vocal da banda é despretensioso e segue a música na alegria, na melancolia, no ritmo que for. Falo de uma guitarra especial, diferente daquela do rock n' roll com solos animais que deixavam todos enlouquecidos. A guitarra indie acompanha a música, criando todo o plano de fundo da canção com simplicidade e eficiência, tendo seus momentos de destaque e uma humilde omissão para que os outros instrumentos tomem a frente e se destaquem também. Falo de um clima leve, não tão leve quanto o folk, mas algo que longe de te inspirar uma revolta a ponto de você tentar quebrar seu quarto. É algo gostoso de se ouvir, e diferente da opinião de muita gente, canções com profundidade!
Por fim, a tradução de tudo o que eu falei está com SHE MOVES ON HER OWN WAY, a música-título de nosso post. Se ainda não entendeu, dê um play no vídeo e entenda, na prática, o que é o indie rock nos anos atuais.

ps: Segundo o G.analytics, The Kooks é a segunda banda que mais atrai visitantes para o meu blog, perdendo para Radiohead. Bacana isso, mostra que o público deles no Brasil só está crescendo. :)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

The Kooks - Sway


Depois de passar por algumas músicas experimentais, músicas atmosféricas e músicas alienígenas, voltamos à nossa programação normal, com um sonzinho indie básico - e bem romântico, diga-se de passagem - pra envolver um pouco mais os apaixonados e a galera mais sensível que acompanha o blog.
E quando eu penso em algo indie-básico, logo brota um The Kooks na minha cabeça. Serei bem sincero ao dizer que não é do feitio deles produzir baladinhas e canções mais calmas no geral. Salvo alguns "GAP" da vida, podemos claramente notar que a pegada deles é algo mais folk e alegre. No entanto, quando eles resolvem mandar uma música romântica você tem que se preparar... eles são monstruosos!
SWAY é o tipo de canção que faz com que você diga "esses caras são ótimos" sem precisar ouvir outras produções da banda. É claro que pra quem ama esse universo musical, é até um pecado julgar uma banda por uma única faixa, seja ela ruim ou excelente (como no caso de Sway). Porém, é um mérito e tanto para o artista ter uma canção que instigue a curiosidade de quem a ouve, com a finalidade que busquem mais material da banda.
E esse é meu objetivo nesse post de hoje. Deixá-los curiosos e sedentos por mais material do The Kooks, pois vale muito a pena!
Preenchendo a cota básica do post, vamos para aquele momento onde eu tento descrever o som pra vocês, ou o que me encanta nele. A letra é simples, mas naquele estilo que gruda; você pode passar um bom tempo da sua vida com o refrão na cabeça "cause I need your sway, because you always pay for it", principalmente com os "and I, and I..." do senhor Luke Pritchard, o vocalista feio da banda. Mas, de longe, o melhor da música está no solo de guitarra. Li em algum lugar, talvez no encarte do album KONK deles, que Hugh disse que estava em um momento de inspiração excepcional no momento que criou aquele solo. E qualquer admirador da boa música há de concordar que ele provavelmente estava vivendo esse momento mesmo, pois ele criou um clima épico com a guitarra. Preciso lembrar que não é um solo pesado, se por acaso alguém relacionou as palavras "excepcional" e "épico" com aqueles bons solos de metais. Não. Pois um solo de guitarra pode ser algo mais calmo e muito bonito também, que te envolve, que te transporta, que arrepia qualquer um.
Ficou curioso para ouvir mais canções do The Kooks? Espero que sim, assim posso dizer que meu objetivo foi cumprido :)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

The Kooks - Gap



Só quem já foi a um show assistir uma de suas bandas preferidas sabe da emoção e alegria que invade seu corpo na hora que essa banda sobe no palco e acena para o público delirante. Aquela empolgação durante a primeira música, a energia liberada durante aquelas mais agitadas, a emoção de erguer suas mãos no ar durante as mais lentas, enquanto todos ao seu redor entoam junto os refrões que você tanto ouviu no seu rádio, com a diferença que a banda está na sua frente, cantando junto com você.
E naquele momento que começam os primeiros acordes de sua música favorita, é quando você sente que sai do corpo e torce para que aquele minuto dure pra sempre. No entanto, pode já ter acontecido com você, uma infeliz situação onde a banda escolhe não tocar essa música, sua preferida. Se for aquela faixa do cd quase desconhecida, há mais probabilidades disso ocorrer. Mas se é uma música muito querida por todos, e mesmo assim não é tocada em shows, é porque há alguma história por trás dela. Aconteceu comigo no show da banda THE KOOKS. Alguns dias antes do show descobri que não tocavam uma das músicas mais adoráveis deles, a linda GAP. Imaginei que havia uma história por trás dela, corri atrás, e descobri.
Formada em 2004, The Kooks é uma banda britânica de Indie Rock que vem garantindo sucesso, boas críticas, respeito e muitos fãs com seus dois únicos álbuns lançados. Gap se encontra no segundo álbum, KONK, que traz diversas músicas agitadas e dançantes, temperado com três ou quatro músicas mais calmas. Gap, que entra nesse time, tornou-se uma das músicas mais amadas pelos fãs do Kooks, mas ainda assim os britânicos jamais chegaram a tocá-la em nenhum show. Por quê? A resposta veio em uma entrevista ao jornal The Sun, feita com o vocalista da banda Luke Pritchard.
Gap foi escrita por ele e pelo baterista da banda Paul Garred. Quando Paul tinha 18 anos, seu pai faleceu, perda compartilhada pelo vocalista que também perdeu seu pai quando era criança. Quando tentaram tocar essa música após as gravações, a emoção tomava conta dos integrantes, e nas palavras de Luke, ele não conseguia lidar com isso. Por isso Gap é um tesouro que pode ser aproveitado apenas pelo álbum e infelizmente longe das setlists dos shows do The Kooks.
A música que pode ser interpretada em uma leitura mais superficial como se fosse direcionada a uma garota – quando pede, por exemplo, para que a pessoa não a deixe e aceite seu amor (“But don't go and take my love, I won't let you, I'm saying please don't go”), ganha diferente conotação quando a ouvimos sabendo que foi feita para seus pais, e parece muito mais bonita e emocionante também.
Eis a importância de procurar se informar quando há algo estranho como o fato de uma de suas bandas preferidas não tocar uma de suas melhores músicas no show. Podemos ficar chateados e aborrecidos, mas antes de tudo temos que respeitar Luke, Paul, a banda em si, pois respeito é primordial, tal como a compreensão de que nem sempre tudo ocorre como nós desejamos. Resta-nos curtir em nossas casas a belíssima Gap.