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domingo, 18 de setembro de 2011

Pinback - Loro


Dá um play e... relaxa!

Olá queridões, estamos no meio de setembro, entrando na reta final do ano, época que pra muita gente significa correria, estresse, e preocupações. Pelo menos para mim, estudante pro vestibular, o fim do ano significa a época das grandes provas e um momento que pode definir minha vida. Pra muita gente que trabalha, é o momento mais puxado do ano. E acabamos de passar pelo mês mais cansativo do ano, Agosto! Então, que tal dar uma relaxada com PINBACK?

Se você não conhece a dupla, corre ali do lado nos marcadores que eu já falei duas vezes sobre eles! Se você já conhece, deve saber o quanto são excelentes, e diferente do último post (do Sigur Rós) que eu tinha certeza que dividiria opiniões, esse aqui é implacável; ouviu, gostou! A não ser que você goste de uma barulheira, tipo um metal muito pesado, e tenha algo contra músicas mais "sussas"! Mas se for o caso, eu não faço ideia de como você veio parar nesse blog!

Well... LORO é uma música extremamente gostosa de se ouvir, principalmente pelos "da da da da da" que tem durante a música, que não são exatamente "da da da", mas se você ouvir a canção e encontrar uma onomatopéia melhor, pode mandar pelos comentários que eu tento trocar! haha Ela quase não possui letra, e são até engraçadas as várias interpretações que podemos encontrar, quase como Lucky, do Radiohead.
Basicamente diz sobre dois lados, duas pessoas, duas coisas, uma que se dá mal e outra que se dá bem. A interpretação mais coerente, a meu ver, é a que fala sobre um fim de um relacionamento. O lado que se dá mal diz adeus e nunca mais consegue encontrar alguém, enquanto o outro logo supera e vai conhecer novas pessoas. Além dos "da da da", a dupla repete os números 4 9 5 3 1 por boa parte da música, dando margem à loucura da galera. Dizem que naquele alfabeto numérico (a=1, b=2, etc) teríamos "die CA", algo como "morra California", só porque eles são de San Diego! Já dispensada pela dupla essa história. Há também quem diga que era o número astrológico do ano em que a música foi feita, e que esta fala sobre dois asteróides, um que se encontra com as pessoas e outro que entra em órbita e nunca mais vai conhecer alguém HAHAHA

E quanto a "Loro", o nome da música? Essa ninguém desvendou ainda. Em italiano, Loro significa "eles". Em português e espanhol, significa "papagaio" (rs). Em inglês, significa... nada! Então meu amigo, o jeito é fechar o olho e relaxar desse fim de ano sem se questionar quanto ao 49531, quanto ao papagaio, ou quanto aos asteróides que se separaram!! Apegue-se ao "da da da da" e saia cantando Pinback por aí, sussinha da vida :)

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amanhã é meu aniversário de namoro de 2 anos com minha gatinha linda! ^^
amo você, ♥

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Pinback - Penelope


Hoje eu estava pensando como Pinback consegue ser diferente de tudo o que já ouvi sem precisar de ousadia e experimentalismo. Não é como Sigur Rós, que é diferente de tudo por estar enquadrado em um universo de canções que quebram paradigmas e causam estranheza com suas belas composições. Pinback é meio folk, baseia suas músicas em cima de violões, alterna a voz grave e aguda dos vocalistas (como já dito aqui), e com tamanha simplicidade, criam um som único. Como eles conseguem isso? Refletindo nessa pergunta, resolvi escrever sobre essa dupla californiana de novo, repetindo a dobradinha Lifehouse-Pinback de poucos posts atrás...

PENELOPE, a música título de hoje, está inclusa no amazing BLUE SCREEN LIFE, mesmo álbum que contém Boo. A letra fala sobre a incrível história de um.... PEIXE DOURADO LOL. Sim, é uma letra falando sobre um peixe dourado inquieto que não deseja mais viver em seu mundinho, provavelmente um aquário... Algumas pessoas enxergam uma metáfora de algo "maior", como um ser humano cansado de viver em seu planeta, mas enfim, como eu sempre digo a interpretação vai de cada um. Eu simplesmente acho divertida a ideia de uma banda resolver fazer uma música sobre um peixe de estimação chamado Penelope. Não tem como ser mais espontâneo.
E assim já começamos a responder a questão principal do post. A espontaneidade de Pinback já os diferencia de muitas bandas que encontramos por aí no mundo atual.
Quanto à melodia, um dedilhado lindíssimo de violão introduz e carrega a canção nos ombros, enquanto ela cresce por meio da bateria, e claro, por meio do baixo delicioso, denotando uma outra característica 100% pinback: utilização e valorização do baixo na canção. Vamos convir que o baixo é um instrumento subestimado, tem gente que acha inclusive que o baixo não faz diferença em uma banda. ORA BOLAS. Ouça Pinback e veja o que uma boa exploração desse instrumento pode trazer como resultado :)
A alternância de vozes é linda, não é mesmo?

Confesso que mesmo refletindo sobre tudo isso ainda continuo achando misterioso o dom de Pinback de ser tão simples e tão diferente. Mas vale a conclusão que unindo espontaneidade, duas ótimas vozes, composições simplistas, um violão bem dedilhado e um baixo bem trabalhado, teremos excelentes produções musicais que valem estar em nossas playlists. A propósito, quando eu tiver um peixe dourado ele se chamará Penelope. E tenho dito.

domingo, 29 de agosto de 2010

Pinback - Boo



Por mil vezes já falei nesse blog que uma banda desconhecida não é sinônimo de falta de talento, mesmo que ela já tenha longos anos de carreira em suas costas. Disse isso com Athlete, repeti com Thirteen Senses, e irei dizer uma vez mais para apresentar a maravilhosa banda PINBACK!
Diretamente da California, o Pinback é formado por uma dupla de talentosos músicos: Zack Smith e Rob Crow. E o que mais gosto desses duos indies - e isso fica muito evidente em Pinback - é o jogo de contraste que as duas vozes fazem em alguma canção. Não há segunda voz, ambos adquirem a mesma importância no conjunto da música, e isso não significa que eles cantam os mesmos versos juntos. Em algum momento é Zack que canta (voz mais aguda), em outro é Rob (voz mais grave), e assim ambos vão criando obras musicais muito gostosas e relaxantes de serem ouvidas, algo que poderia se relacionar ao movimento folk, embora Pinback não seja apenas violões.

Na música que apresento hoje a vocês, a lindíssima BOO, temos essa alternância de vozes bem clara, além de uma melodia bem calma e suave que combina perfeitamente com a voz da dupla.
Um tempero a mais para tornar a canção bem interessante é saber que, no início e no fim da música, podemos ouvir uma chamada de rádio. Essa chamada é de 1938, quando Orson Wells anunciou ao vivo em uma estação de rádio que marcianos estavam invadindo a Terra, narrando sua famosíssima ficção, “Guerra dos Mundos”! O próprio nome da música se refere a esse episódio, já que a população não encarou como uma ficção e entrou em desespero, portanto seria uma exclamação de susto, Boo.
Já a letra não tem muita relação com marcianos, Orson Wells, Guerra dos Mundos, o que for. Conta a história de um rapaz que está se afogando no mar e que deseja estar junto com a pessoa que ama, mas não consegue chegar a ela. Algumas pessoas encaram como uma metáfora, de alguém que ama outra pessoa mas não consegue ficar junto a ela. Outras pessoas encaram como uma situação literal, como se a pessoa amada estivesse na “praia” e o rapaz não conseguisse nadar até ela, morrendo, provavelmente. Aí vai da interpretação de cada um, né?
O que o rapaz no mar tem a ver com a chamada de rádio? Nada. Como eu disse, só um tempero a mais!

Enfim, espero que essa belíssima canção sirva para introduzir vocês ao excelente projeto musical dessa dupla. Pinback foi uma das primeiras bandas indies que ouvi, quando mal entendia como funcionava esse mundo lindo da música. E desde lá eu jamais deixei de lado suas canções, e posso garantir que eles tem MUITA coisa boa que vale a pena estar em suas playlists do mp3! :)

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