terça-feira, 16 de março de 2010

Incubus - Love Hurts


Não se espante quando eu começar esse post falando sobre poetas e sobre o amor. Não quero entrar em clichês, nem na filosofia moderna, nem em movimento literário algum, afinal, você acha isso uma chatice, eu sei. Mas fiquem tranquilos, queridões, este blog ainda trata de MÚSICA!

No entanto, não conseguirei fugir disso... Para falar da canção de hoje, precisamos nos remeter aos poetas que diziam o quão contraditório é o amor. Veja que é simples de entender: no exato momento em que você se apaixona por uma pessoa e esta não corresponde aos seus sentimentos, a dor que você sente é imensa, quase inexplicável, você entra naquela fossa Radiohead e, na teoria, você que optou por esse sofrimento quando "doou seu coração" a essa pessoa.
"É querer estar preso por vontade", disse uma vez Camões, e quem irá discordar? Você sim? Eu não. Quando você vive um relacionamento perfeito com a pessoa que ama, você está preso a ela, mas você não se sente acorrentado, você sente apenas sensações boas, você tem a certeza que vale a pena ter esse elo com a pessoa. Mas e quando estamos no caso do amor não correspondido? Vale a pena se prender ainda assim a pessoa amada? Não, dessa vez não é Freud que aparece com a resposta, mas sim a banda americana INCUBUS, que bate no peito e diz que SIM, vale a pena "sofrer por amor", trazendo seus argumentos na bela música LOVE HURTS.
Vamos a alguns dados importantes para nossa vida, ou para esse post: Em 1960 a banda The Everly Brothers gravou uma música com esse mesmo nome que ficou conhecida quinze anos depois com a regravação da banda Nazareth. Muito diferente de Incubus, a letra sustentava que não valia a pena vivenciar esse amor; o amor machuca, as pessoas são iludidas, você acredita no amor porque você é tolo, ponto final. Por sua vez, Incubus traz um panorama otimista em seu sexto álbum, e caso você se atente ao refrão da música, irá encontrar tudo o que precisa para dizer "SIM, vale a pena amar!". Não é bonito?
Então, acompanhe comigo a tradução do refrão: [SAP] "Às vezes quando estou sozinho, penso: 'será que estou sob algum feitiço que me impede de ver a realidade?'. O amor machuca, mas às vezes traz uma dor boa que faz com que eu me sinta vivo. O amor canta quando transcende as coisas ruins, então tenha um coração e me teste, pois sem amor eu não irei sobreviver" [/SAP]
Na música de Nazareth temos uma metáfora que diz que o amor é uma chama (não é de se dizer "nossa, que original", mas enfim), que serve para queimar, machucar, ferir. Com Incubus, essa chama não existe para 'apenas' para essa função, mas também para trazer vida ao indivíduo! Não é bonito?²
Por fim, traz uma daquelas reflexões que eu sempre encarei como um "hino". Se você, de coração sensível, uma pessoa sempre apaixonada, for contestado por algum ser tolo que diz "aff, por que você insiste em amor, só traz dor de cabeça, meu!", erga o dedo indicador para cima (pose de sábio chinês) e diga para ele que quando o amor transcende os obstáculos difíceis, é capaz de lhe proporcionar as melhores sensações do mundo.
Pra quem se identificou com a letra e curtiu toda essa reflexão poética sobre amor, dê um play no vídeo e ouça Love Hurts, pois não irá se arrepender, já que irá se deparar com um lindo arranjo de guitarra, em uma baladinha muito gostosa de ouvir, que pode se tornar de grande importância para a vida dos apaixonados de plantão que sempre quiseram provar o valor de amar.
Ao som de Incubus, espero que tenha passado ao menos uma boa mensagem para vocês, caros leitores:
Nunca desista do amor, pois um dia encontrará alguém que realmente nasceu pra você, e então verá como tudo irá valer a pena e como o mundo ganhará cores especiais a cada novo dia que chegar! =]


ps: estou usando uma linguagem mais "descolada" para tentar cada vez mais me adequar ao universo dinâmico da música! Não, ninguém reclamou da linguagem usada nos posts anteriores, mas eu gosto de mudar, experimentar, enfim, comentem para que eu saiba a opinião de vocês quanto a linguagem, ok? :)
ps2: desculpem pelo texto grande, irei maneirar na próxima :/

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Travis - Love Will Come Through



Possuir uma identidade própria talvez seja um desafio para todas as bandas que começam sua carreira em uma garagem, compondo seus primeiros acordes em busca de reconhecimento ou de algum espaço para exibir seu som. Afinal, sem uma identidade se torna até difícil o processo de criação do artista, que pode se perder se não tiver um foco ou uma linha de pensamento para seguir. Se por um lado há bandas que não criam essa tal identidade por toda sua carreira (e isso pode ser favorável se a ideia for surpreender os fãs a cada música), por outro há bandas que não só criam, como abusam desta, ao ponto de você ouvir os primeiros segundos de uma música na rádio que nunca ouviu antes, e dizer: “é daquela banda lá”. Nesse caso, temos como o maior exemplo os escoceses da banda TRAVIS.
Um violão, letras sobre amor, batidas leves, uma voz calma e bonita, e já são seis álbuns de sucesso e shows lotados, seja onde os músicos forem. Com essa fórmula, os escoceses do Travis tiveram que encarar dois obstáculos que poderiam levar a banda a ser apenas mais uma dentre as milhares que surgem toda semana; primeiro, como evitar a mesmice e a repetição de som ao fazer tantas músicas com temáticas parecidas, e em segundo, como explorar o tema amor sem que ele pareça clichê e saturado. De fato, eram desafios difíceis, mas pra quem ouve Travis sabe que eles os encararam com muita competência, tendo a capacidade de fazer até pessoas que não gostam desse estilo de música se renderem à sutileza do som que a banda produz.
Para exemplificar a força da banda, podemos pegar uma música do quarto álbum da banda, chamada LOVE WILL COME THROUGH. De longe, não é a mais famosa deles, nem direi que é a melhor, mas é no mínimo uma grande música, que exibe tudo o que estou falando, desde os violões refinados que são tocados, até a tal sutileza que exala de grande parte das músicas da banda. Quanto à letra, entende-se que há uma pessoa aguardando o amor de outra, pedindo para que seja aceita, pois dessa forma um amor surgirá. Simples, porém, bonita.
Repetindo sempre sua fórmula, criando assim uma excelente identidade, o Travis alcançou um ótimo posto entre as maiores bandas dos últimos anos, embalando momentos de amor, criando trilhas sonoras para casais apaixonados, às vezes te acompanhando em uma “fossa”, tudo isso sem se tornar uma banda enjoativa e desinteressante a cada novo álbum.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Coldplay - Don't Panic


A primeira música do primeiro álbum! Talvez não seja a primeira música produzida, nem a primeira tocada ao vivo, no entanto, é uma das músicas mais importantes da carreira musical de uma boa banda. Muitas vezes, a primeira música tenta retratar uma identidade para essa banda, além de ser um elemento de atração convidativa para aqueles que ouvem pela primeira vez o som produzido no álbum. Todos sabem o poder que uma porta de entrada bonita e elegante tem ao atrair pessoas a um recinto.
Exemplificando, Guns n’ Roses teve como sua primeira música de seu primeiro álbum a famosíssima Welcome To The Jungle. De alguma forma, essa música retrata como a banda de Axl e Slash pretendia encarar o mundo da música em sua carreira, com guitarras pesadas, gritos agudos, solos maravilhosos.
No entanto, para mim, o maior exemplo de música de abertura seria aquela da banda COLDPLAY, a bem sucedida DON’T PANIC. Do premiado álbum de estréia PARACHUTES, os britânicos do Coldplay trouxeram um som que se opõe àquela forte estréia do supracitado Guns n’ Roses, considerando que Don’t Panic conta com uma guitarra apenas para criar um som de base no início da canção.
Um leve violão, um teclado de apoio e a voz de Chris Martin. Foram os elementos que o Coldplay resolveu usar para trazer ao mundo a música de abertura de Parachutes, que em minha opinião, ainda é o melhor álbum deles. Outros singles desse álbum ganharam mais destaques em rádios e televisões, como Yellow e Trouble, isso é um fato, mas Don’t Panic cumpriu com sua função de retratar um pouco do que seria o Coldplay: músicas calmas, muitas vezes tristes, letras aparentemente superficiais, mas que podem ter significados fortes para pessoas que se identificam com o som, batidas gostosas e viciantes.
Talvez simplicidade seja a palavra que resuma essa música, que originalmente se chamava apenas Panic. Os poucos instrumentos usados, e a letra da mesma deixam isso claro. Seu refrão é embalado pro Chris Martin dizendo “nós vivemos em um belo mundo”, enquanto os outros versos retratam um mundo acabado. Simples, não?
Por fim, se a entrada é um ponto importante para atrair pessoas a um recinto, Coldplay conseguiu com pouca poluição atrair milhões de fãs para sua casa, e pode não ser exatamente porque conseguiu uma boa música de abertura (já que futuros singles se tornaram hits fenomenais ouvidos no mundo todo), mas com certeza para aqueles que gostam de conhecer origens e músicas iniciais de uma banda (como eu), não irão se decepcionar com o nascimento de Coldplay.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Radiohead - Karma Police


Ainda me lembro daquele dia, no colegial, quando a professora de inglês pediu para que cada um dos alunos escolhesse uma música, na qual iríamos passar as próximas aulas ouvindo e analisando a letra. Eu, que estava louco para exibir meu OK COMPUTER do RADIOHEAD, escolhi a sexta faixa do álbum, a linda KARMA POLICE. Em casa fui fazer um relatório sobre a letra para entregar na próxima aula. Li a e reli algumas vezes a letra, e a única coisa que consegui pensar na hora é que ter escolhido essa música tinha sido um dos piores erros de minha vida escolar.
Enquanto todos os alunos teriam escolhido letras que transmitiam uma mensagem simples (como, por exemplo, “I will always love you”), eu estava imerso em diversas metáforas e pensamentos complexos encaixados perfeitamente em uma melodia por Thom Yorke e sua turma. Sim, eu dificultei minha própria nota.
Era uma questão de pesquisa, um olhar filosófico e um pouco de viagem para tentar se aproximar da proposta do Radiohead com Karma Police.
Comecei pesquisando sobre o álbum em si, o Ok Computer. Qualquer fã do Radiohead sabe o valor que esse álbum tem, e mesmo quem não gosta da banda, reconhece a importância desse álbum para a indústria musical. Sempre fui viciado nas músicas do mesmo, mas nunca tinha parado para analisá-lo como conjunto: metáforas, criticas, questionamentos, genialidade. Ok Computer coloca o capitalismo na cruz e não economiza pedras para detoná-lo, tudo com a sutileza dos teclados, do violão e da voz de Thom Yorke.
Quanto à música em si, encontrei diversas entrevistas que poderiam ajudar a “desvendá-la”. Na primeira, por Thom Yorke, era dito que Karma Police criticava as corporações. Há sentido, certo momento da letra o eu lírico critica seu chefe, talvez representante da corporação. Em uma entrevista com todos da banda, disseram que era só mais uma crítica ao capitalismo, como em todo o álbum (sabe aquela resposta que a banda dá quando está de saco cheio de perguntas? Então). Por fim, a mais divertida veio por Jonny Greenwood, guitarrista da banda, que disse que a música simbolizava a insanidade, tudo era uma metáfora da loucura, por isso nada fazia sentido na letra. Não deve estar nem perto do que eles realmente pensaram, mas não deixa de ter sido uma análise engraçadinha.
Interessante também é o nome da música. Polícia do carma é praticamente uma piada interna da banda, quando um integrante fazia algo errado, outros brincavam que essa tal polícia iria pegá-lo. Bacana, porém, não consigo imaginar ThomYorke se divertindo com seus companheiros entre piadas no estúdio.
Levei a análise insana da música, reunindo todas essas pesquisas e falando da beleza depressiva da melodia. Como o esperado, todos levaram letras fáceis e por isso, fui o único elogiado pela análise, que gerou um grande debate e uma boa nota para mim. No final, notei que ter escolhido Karma Police me fez aprofundar no Ok Computer, além de conhecer muito mais sobre a música que eu já ouvia há muito tempo, e de sobra levei uma grande nota para a casa. Não, não foi um dos piores erros que já cometi, e sim um acerto tão grande quanto ouvir Radiohead.

veja também sobre radiohead:
- Nude
- All I Need

sábado, 23 de janeiro de 2010

Weezer - Say It Ain't So




Dizem por aí que as aparências enganam. Pra quem viu a banda americana de rock alternativo WEEZER surgir em meados de 1994, só uma coisa deve ter passado pela cabeça destes: “olhem os perdedores que estão subindo no palco”! Caso estejam pensando que é nesse momento que eu contrario a afirmativa acima e digo que River Cuomo e cia não eram perdedores, estão enganados. As próprias músicas produzidas pela banda não negavam a história deles, “nerds” e “losers”. Mas foi justamente por essa nova aparência que surgia no cenário do rock que o Weezer alcançou o sucesso e em pouco tempo viravam os deuses musicais dos nerds.
Um único álbum e o Weezer já era considerado uma das bandas mais promissoras da década de 90. BLUE ALBUM, não é o nome oficial da obra, mas é assim que o trabalho de estréia do Weezer ficou conhecido (devido à capa ter os integrantes posando na frente de um fundo azul). Se me perguntarem, não negarei que esse é o álbum que mais gosto do Weezer, e mesmo depois de mais seis produções, nada parece ter superado a estréia fenomenal desse esquisito e adorado trabalho azul.
Caso apareça alguém para dizer que o fato deles serem diferentes e esquisitos não serve como requisito para fazerem sucesso, posso apresentar uma onda de argumentos: Acima de tudo, eles sabiam muito bem unir as coisas. Souberam unir suas influências clássicas de Pixies e Nirvana a um som único, souberam unir rock pesado a batidas leves, produzindo algo agradável e de fácil assimilação, além do fato de que as melodias criavam a atmosfera perfeita para as letras do vocalista Cuomo.
Se não foi argumento o suficiente, dou minha melhor indicação: SAY IT AIN’T SO. O terceiro single do Blue Album pode não ter sido o maior sucesso deles, mas é uma das maiores composições que o Weezer fez em toda sua carreira. A guitarra é trabalhada com perfeição, não é destaque apenas no solo encantador, mas é o elemento principal da música, na introdução, na ponte, no refrão, enfim, em todo o som. Quanto à letra, Cuomo fala sobre o dia que encontrou uma garrafa de cerveja na geladeira de casa, que o fez lembrar o episódio de separação de sua mãe com seu pai. Ele acreditava que o fato do pai ser alcoólico fez com que eles se separassem, e isso podia estar ocorrendo novamente, mas com o padrasto.
Garanti que a principal força do Weezer estava na capacidade deles de unirem diversos elementos diferentes entre si. Pois bem, eis a principal fórmula do sucesso da banda: Souberam unir o universo nerd ao universo musical, agradando não só a aqueles que se identificam com as letras, mas também a todos aqueles que curtem uma boa música de rock.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

The Kooks - Gap



Só quem já foi a um show assistir uma de suas bandas preferidas sabe da emoção e alegria que invade seu corpo na hora que essa banda sobe no palco e acena para o público delirante. Aquela empolgação durante a primeira música, a energia liberada durante aquelas mais agitadas, a emoção de erguer suas mãos no ar durante as mais lentas, enquanto todos ao seu redor entoam junto os refrões que você tanto ouviu no seu rádio, com a diferença que a banda está na sua frente, cantando junto com você.
E naquele momento que começam os primeiros acordes de sua música favorita, é quando você sente que sai do corpo e torce para que aquele minuto dure pra sempre. No entanto, pode já ter acontecido com você, uma infeliz situação onde a banda escolhe não tocar essa música, sua preferida. Se for aquela faixa do cd quase desconhecida, há mais probabilidades disso ocorrer. Mas se é uma música muito querida por todos, e mesmo assim não é tocada em shows, é porque há alguma história por trás dela. Aconteceu comigo no show da banda THE KOOKS. Alguns dias antes do show descobri que não tocavam uma das músicas mais adoráveis deles, a linda GAP. Imaginei que havia uma história por trás dela, corri atrás, e descobri.
Formada em 2004, The Kooks é uma banda britânica de Indie Rock que vem garantindo sucesso, boas críticas, respeito e muitos fãs com seus dois únicos álbuns lançados. Gap se encontra no segundo álbum, KONK, que traz diversas músicas agitadas e dançantes, temperado com três ou quatro músicas mais calmas. Gap, que entra nesse time, tornou-se uma das músicas mais amadas pelos fãs do Kooks, mas ainda assim os britânicos jamais chegaram a tocá-la em nenhum show. Por quê? A resposta veio em uma entrevista ao jornal The Sun, feita com o vocalista da banda Luke Pritchard.
Gap foi escrita por ele e pelo baterista da banda Paul Garred. Quando Paul tinha 18 anos, seu pai faleceu, perda compartilhada pelo vocalista que também perdeu seu pai quando era criança. Quando tentaram tocar essa música após as gravações, a emoção tomava conta dos integrantes, e nas palavras de Luke, ele não conseguia lidar com isso. Por isso Gap é um tesouro que pode ser aproveitado apenas pelo álbum e infelizmente longe das setlists dos shows do The Kooks.
A música que pode ser interpretada em uma leitura mais superficial como se fosse direcionada a uma garota – quando pede, por exemplo, para que a pessoa não a deixe e aceite seu amor (“But don't go and take my love, I won't let you, I'm saying please don't go”), ganha diferente conotação quando a ouvimos sabendo que foi feita para seus pais, e parece muito mais bonita e emocionante também.
Eis a importância de procurar se informar quando há algo estranho como o fato de uma de suas bandas preferidas não tocar uma de suas melhores músicas no show. Podemos ficar chateados e aborrecidos, mas antes de tudo temos que respeitar Luke, Paul, a banda em si, pois respeito é primordial, tal como a compreensão de que nem sempre tudo ocorre como nós desejamos. Resta-nos curtir em nossas casas a belíssima Gap.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Say Hi To Your Mom - Pop Music Of The Future



Quantas vezes não nos encontramos em uma situação de nervosismo onde tudo o que precisamos é de um lugar para deitar uma boa música para relaxar? Talvez eu não possa indicar o local ideal para seu descanso, mas tenho a música perfeita para um momento onde sua prioridade é ficar calmo: POP MUSIC OF THE FUTURE, da banda SAY HI TO YOUR MOM.
A banda tem suas curiosidades, começando pelo fato de que não é bem uma banda. Say Hi To Your Mom é na verdade um projeto de um único artista, Eric Elbongen. Nascido na Califórnia, Eric compõe, canta, toca e cria sons no computador para criar belos produtos finais como música. Em tour, alguns amigos o acompanham para tocar algumas canções, e quando não estão presentes, Eric toca com o auxílio de máquinas que ele chama de robôs, que criam os sons necessários para o show sair da maneira que deve ser. Outra curiosidade é quanto ao nome que, embora inusitado e criativo, foi diminuído recentemente apenas para Say Hi. Uma pena.
Mas a mudança de nome da “banda” não altera a qualidade de suas músicas. Em algumas, Eric se utiliza de batidas eletrônicas que se repetem e criam uma atmosfera dançante se contrastando com sua voz calma, em outras Eric parece criar a melodia para acompanhar perfeitamente seu tom relaxante de voz, onde entra Pop Music Of The Future. A canção abre o segundo álbum da banda – Numbers & Mumbles – e com uma levada eletrônica tranqüilizante é capaz de cativar instantaneamente aquele que a ouve pela primeira vez.
Cada um tem seu método para relaxar, alguns contam até dez, outros preferem meditar, alguns gostam do silêncio, outros só relaxam após muito barulho. Mas para aqueles que gostam de relaxar com um sonzinho no rádio de cabeceira, Say Hi traz a música ideal, misturando elementos sonoros criados no computador com uma das vozes mais fleumáticas do cenário musical.