sexta-feira, 30 de setembro de 2011

The Radio Dept. - Pet Grief


Sintonize-se com essa bateria, e vamos ouvir The Radio Dept.

Percebi que só falei uma vez aqui no blog dessa banda sueca (s2) que tanto adoro, e a única vez que falei foi sobre uma música instrumental. Então dessa vez eu apresento a vocês uma ótima canção, [super-bem] cantada, que provavelmente fará com que você olhe com mais carinho para essa desconhecida banda.

PET GRIEF, ou "dor de estimação" em português, é uma música que mostra, sonoramente, o melhor do Radio Dept.. A bateria, sempre um dos principais instrumentos deles, é o destaque de Pet Grief, carregando o ritmo até o fim em uma homogeneidade nem um pouco entediante, como poderia acontecer. Com aproximados 20 segundos, entra na música o sintetizador, que também contráriando às sugestões, adiciona-se como um elemento de calmaria e simpatia. Aliás, é exatamente isso que diferencia Radio Dept. de outras bandas do estilo Shoegaze: o sintetizador é melódico e calmo, deixando de lado um pouco da barulheira de costume. (Obviamente, eles também tem suas barulhentas, mas minhas favoritas são as do estilo Pet Grief). Por fim, tem o teclado, que entra mais para o final, cadenciando a canção e obrigando àqueles que a provaram a apertar "replay" quando a própria acabar.

Além do mais, a letra é ótima. Só pelo nome "dor de estimação" ela se torna interessante, não?
Fala sobre aquele momento que você vê um amigo, ou alguém que gosta muito, passando por um momento triste. Talvez você se identifique comigo ou até mesmo com o compositor da música; nessas horas, nossa maior vontade é ajudar tais pessoas, certo? Mas há momentos que não há quase nada que você possa fazer, a não ser se prestar a ouvir seu amigo e se mostrar à disposição dele. Pois é exatamente isso que está retratado em Pet Grief. Não átoa, a frase mais repetida da música é: "I'll shut my mouth for you, anything you want me to" ("eu calarei minha boca por você, qualquer coisa que você quiser de mim").

Por músicas como Pet Grief, The Radio Dept. pode ser considerado tanto do movimento Shoegaze quanto de Dream Pop, algo entre My Bloody Valentine e Beach House, o que é uma boa referência para quem conhece essas bandas. Mas para quem não conhece, tanto faz, o importante é ouvir Radio Dept. e tirar suas próprias conclusões, fazendo sua própria avaliação. E eu acredito que será a melhor possível.^^

domingo, 18 de setembro de 2011

Pinback - Loro


Dá um play e... relaxa!

Olá queridões, estamos no meio de setembro, entrando na reta final do ano, época que pra muita gente significa correria, estresse, e preocupações. Pelo menos para mim, estudante pro vestibular, o fim do ano significa a época das grandes provas e um momento que pode definir minha vida. Pra muita gente que trabalha, é o momento mais puxado do ano. E acabamos de passar pelo mês mais cansativo do ano, Agosto! Então, que tal dar uma relaxada com PINBACK?

Se você não conhece a dupla, corre ali do lado nos marcadores que eu já falei duas vezes sobre eles! Se você já conhece, deve saber o quanto são excelentes, e diferente do último post (do Sigur Rós) que eu tinha certeza que dividiria opiniões, esse aqui é implacável; ouviu, gostou! A não ser que você goste de uma barulheira, tipo um metal muito pesado, e tenha algo contra músicas mais "sussas"! Mas se for o caso, eu não faço ideia de como você veio parar nesse blog!

Well... LORO é uma música extremamente gostosa de se ouvir, principalmente pelos "da da da da da" que tem durante a música, que não são exatamente "da da da", mas se você ouvir a canção e encontrar uma onomatopéia melhor, pode mandar pelos comentários que eu tento trocar! haha Ela quase não possui letra, e são até engraçadas as várias interpretações que podemos encontrar, quase como Lucky, do Radiohead.
Basicamente diz sobre dois lados, duas pessoas, duas coisas, uma que se dá mal e outra que se dá bem. A interpretação mais coerente, a meu ver, é a que fala sobre um fim de um relacionamento. O lado que se dá mal diz adeus e nunca mais consegue encontrar alguém, enquanto o outro logo supera e vai conhecer novas pessoas. Além dos "da da da", a dupla repete os números 4 9 5 3 1 por boa parte da música, dando margem à loucura da galera. Dizem que naquele alfabeto numérico (a=1, b=2, etc) teríamos "die CA", algo como "morra California", só porque eles são de San Diego! Já dispensada pela dupla essa história. Há também quem diga que era o número astrológico do ano em que a música foi feita, e que esta fala sobre dois asteróides, um que se encontra com as pessoas e outro que entra em órbita e nunca mais vai conhecer alguém HAHAHA

E quanto a "Loro", o nome da música? Essa ninguém desvendou ainda. Em italiano, Loro significa "eles". Em português e espanhol, significa "papagaio" (rs). Em inglês, significa... nada! Então meu amigo, o jeito é fechar o olho e relaxar desse fim de ano sem se questionar quanto ao 49531, quanto ao papagaio, ou quanto aos asteróides que se separaram!! Apegue-se ao "da da da da" e saia cantando Pinback por aí, sussinha da vida :)

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amanhã é meu aniversário de namoro de 2 anos com minha gatinha linda! ^^
amo você, ♥

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sigur Rós - Fljótavík


Well, well... pra quem acompanha o blog sabe que já falei duas vezes sobre Sigur Rós, e sabe também o quanto eu acho a banda estranhamente maravilhosa, ou maravilhosamente estranha, acho que não faz diferença. O que eu não disse é que, dentre os cinco álbuns deles, há três que são meus destaques, meus favoritos, e eu já falei de uma música do Takk (Gong) e uma do Agaetis Byrjun (Svefn-g-Englar), então vou completar essa trinca e falar sobre uma música do meu provável cd favorito deles (já que eu ganhei de aniversário), o fascinante "Með suð í eyrum við spilum endalaust" (!).

O nome é bizarro, mas lembrem-se, é Sigur Rós. Pra começar, está escrito na língua que eles inventaram (o hopelandês), e em português significa "com um zumbido em meus ouvidos, nós tocamos eternamente". A tradução pode não ajudar muito a entender o conceito do álbum, mas o importante são as músicas! haha O álbum que tem os peladões na capa correndo de tênis é claramente dividido em duas partes: A primeira repleta de felicidade e músicas para serem ouvidas com papeis picados caindo na sua cabeça. A segunda com a melancolia típica do Sigur Rós. Claro que eu escolhi uma tristonha pra cá, a tal FLJÓTAVÍK.

Fljótavík (nome de uma região da Islandia) é uma das músicas mais triste que já postei aqui, e digo isso mesmo descartando a tradução, digo pelo instrumental e os arranjos sempre primorosamente bem trabalhados da banda, que passam uma ideia de uma cena bem deprê de filme. Quando se trata de Sigur Rós, não costumo olhar muito as letras, seguindo a ideia deles que o importante é a melodia, tanto que fazem letras em uma língua própria e o vocal de Jonsi sempre parece um instrumento agudo a mais na canção.

Algo importante é notar que esse album, lançado em 2008, é o mais recente da banda, e ele tem uma diferença para os outros: é mais acessível! Digamos que dificilmente alguma música dos álbuns anteriores seriam ouvidas na televisão ou como música ambiente de alguma lojinha que não seja na Islandia (terra deles). Isso sempre tornou o público deles bem restrito. Mas essa obra já traz uma leve tendência à uma universalização de suas músicas, ainda que o cd passa longe de ter músicas comerciais, hits de rádio, etc.
Claro que em uma hora dessas surgem fãs antigos que dizem que Sigur Rós está se perdendo, que estão apelando por popularidade, etc, etc. Bem, esses tipo de gente sempre aparece. Se aparecem até no público de Muse, que tem música no Crepúsculo e Guitar Hero, porque não apareceria entre os ouvintes de Sigur Rós, que teoricamente tem um público quase restrito ao cult? Infelizmente, essa síndrome de underground se espalha em certas pessoas. Mas o correto é não se importar e ouvir as boas músicas, que mais acessíveis ou não, continuam lindas e emocionantes, como Fljótavík! ;)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Kings of Convenience - I'd Rather Dance With You


Está aí uma banda que você apresenta para as pessoas e depois fala "de nada, eu sabia que você ia adorar".

Kings of Convenience é um duo noruegues extremamente carismático e competente nas músicas que faz. Por costume, suas músicas são calmas, repletas de dedilhados fofos de violão, e trazem aquela melodia para você relaxar a qualquer momento do seu dia. Além do mais, são a cara do blog.
Por isso qualquer eu poderia fazer um post para entrar na nossa querida (e desconhecida) máfia do relaxamento, que já tem umas quatro músicas aí do lado pra vc ficar mais... sussa. Mas não, nesse #ruvisday resolvi escolher uma das poucas deles que você não só vai levantar da cadeira como vai sair dançando pelo seu quarto, de preferência da mesma maneira que dança o vocalista, o simpaticosíssimo Erlend Øye!

Sim, dessa vez não apenas ouça a música, como assista também o clipe. Veja lá no começo Øye em sua versão mirim sendo expulso de uma aula de balé só porque ele está dançando no seu mundo particular. Ele cresce, a música começa, e você com certeza vai se divertir com cada passo desengonçado do cara! Eu sei, a cada 400 resenhas que fazem sobre o Kings of Convenience, 399 falam sobre o "jeito desengonçado de Erlend Øye". Mas não tem como fugir mesmo. Ele deve ter uns dois metros de altura e dança espetacularmente mal. É hilário (e dizem que ele faz isso nos shows também haha).

Mas deixando de lado o carisma da dupla e as dancinhas de Øye, vamos falar sobre a música. Como já dito, I'D RATHER DANCE WITH YOU não é um exemplo de uma típica música do KoC, mas ainda assim é um exemplo de qualidade e boa música da última década. Cada nota da canção te faz querer dançar, o que obviamente é proposital, já que o próprio título dela diz "eu prefiro dançar do que falar com você", ou seja, não faria sentido colocar essa letra em uma das suas canções com pianinho ou violãozinho sussa. O esquema é esse, vamos dançar pra não conversar.
Além disso, a voz do Erlend é demais, eu queria ter a voz dele, pra ser sincero.

Como eu sei que quase ninguém conhece os caras, posso perguntar sem medo: Gostaram da banda? Ah, eu sabia que vocês iam adorar...

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ps: post dedicado à RÚVILA, aniversariante do dia, amor da minha vida :) dedicado também à Mirellinas, minha querida amiga que já combinou comigo de ir no show do Kings antes mesmo dos caras pensarem no Brasil. Sim, estamos confirmados lá, antes deles! ;)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Radiohead - Lucky


Devo trocar o nome do blog para "Song Sweet Radiohead Song", sim? Por que não?

Uma vez mais, El Cabeza de Rádio no blog. E logo depois de falar de um clássico do Smashing Pumpkins, vamos retomar ao maior clássico do Radiohead, o álbum OK COMPUTER. Clássico é bom e todo mundo gosta.

Acompanhe comigo; do Ok Computer já temos posts sobre Karma Police e No Surprises, duas canções muito famosas, ousaria dizer que são as MAIS famosas da banda, que lançou um ótimo álbum esse ano, mas dados estatísticos de sites como o Last.fm indicam que Karma Police segue sendo a mais ouvida deles, mesmo sendo de 1997.
Em um fórum de Radiohead me pediram para falar de mais músicas do OkC. Alguns sugeriram Paranoid Android, mas resolvi falar sobre um coadjuvante do cd, já que a sugerida divide os refletores com as outras músicas citadas como uma das principais deles. Escolhi então a viajante LUCKY.

Lucky, uma vez mais, é uma música com letra difícil, que chega a ter interpretações opostas. Uma delas diz que é a canção mais otimista de Thom Yorke, e outra diz que a cada momento que o 'narrador' diz algo bom ele está sendo irônico. Fato é que são diversas frases soltas compondo a música, como "Sarah, me mate de amor", ou "hoje será um dia de glória" ou "me tire da queda do avião". E fica mais difícil saber do que se trata quando você vê a entrevista de Thom sobre Lucky: "as melhores obras dos artistas são aquelas que o resultado final não diz nada daquilo que o artista gostaria de dizer". Ou seja, nem o Thom deve saber se é uma letra de fato feliz.
Mas podemos afirmar, pelo menos, algo sobre a melodia: esta sim é muito triste e bonita. Do jeito que eu gosto (e imagino que alguns leitores também). No refrão vem o auge da melodia, uma guitarra surge ao fundo em um belo riff e torna o clima desesperador, junto com o pedido do vocalista para ser retirado do avião. Aliás, há uma interpretação que diz que o eu-lírico é um terrorista, já que a letra envolve queda de avião, dia glorioso, pedido de morte... Hahaha, que bobagem!

A grande curiosidade da música é que, dentre as frases soltas, há: "O chefe de estado me chamou, mas eu não tenho tempo para ele". Certo dia de 2005, oito anos após o lançamento do cd, Tony Blair - o primeiro ministro britânico - convidou Thom Yorke para participar de uma discussão sobre o aquecimento global. Adivinhem? Ele recusou! Thom disse que Blair não tinha credenciais para falar sobre o meio ambiente...
Grande Thomas!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

The Smashing Pumpkins - Disarm


Hoje um clássico aqui no blog: The Smashing Pumpkins!

Certo, todo mundo deve conhecer a banda de Billy Corgan, sim? Então aparentemente não faz sentido indicá-la em um blog de recomendações. Mas vale dizer que grande parte das pessoas conhece uma ou outra música do Smashing, excluindo obviamente os fãs - que obviamente conhecem muito mais dessa grande banda que viveu seu auge na década retrasada. Para o primeiro grupo, esse post pode valer a pena.

DISARM faz parte do segundo álbum da banda (que se formou em Chicago por volta de 1990). SIAMESE DREAM foi lançado em 1993, contendo clássicos como Cherub Rock e Today. Foi quando o Smashing Pumpkins se arriscou em músicas mais melódicas do que o seu primeiro álbum (mais roqueiro, mais pesado), chamado Gish, e foi também quando eles conseguiram alcançar mais fama, prestígio, dinheiro, ...

Quando se trata de Smashing Pumpkins eu poderia falar sobre uma gama de assuntos: sobre o ego gigantesco de Billy Corgan, ou de como os caras foram importante na década de 90, ou de como hoje em dia infelizmente se tornaram apenas uma banda supérflua para o rock (em verdade Billy desfez e refez a banda, sendo o único remanescente da original que fez sucesso. Mas a criatividade parece ter sido deixada para trás junto com os ex-companheiros de banda). Mas o assunto será de fato Disarm, uma obra que retrata o lado melancólico e, por que não, genial dos esmagadores de abóboras.

Disarm tem sua base em um violão bem trabalhado e triste, e segundo Billy Corgan, é uma melodia bonita que vai contra a idéia inicial que era escrever uma canção violenta. Sim, em entrevista Corgan revelou que a música é uma reação aos pais dele, que teriam de alguma forma estragado com sua infância. Em uma breve pesquisada você descobre que seus pais brigavam muito, chegaram ao divórcio, e Corgan e seus irmãos foram maltratados pela madrasta. Provavelmente ele queria escrever uma canção de revolta e mágoas. Mas acabou concluindo que a melhor reação contra essa infância perturbada seria escrever algo mais singelo que pudesse rebater com ternura os maltratos que teria sofrido dos pais. E como diz a própria letra, Corgan resolveu desarmá-los com um sorriso.

Embora a letra seja pessoal e de difícil interpretação (nessa mesma entrevista Billy Corgan confessou que dificilmente irão entender o que ele dizia na letra já que foi baseado no que ele viveu, em situações muito específicas), é difícil não gostar da música. Todos os meus amigos que conhecem e gostam de Smashing Pumpkins colocam Disarm entre as melhores. E se você não conhecia essa, espero que tenha sido uma boa recomendação, porque apesar dos Pumpkins atuais serem apenas sombras do que foram no passado, há muita coisa boa para se resgatar deles.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Say Hi to Your Mom - Northwestern Girls


It must be in the air.... HEREEEEEE!

Faz muito tempo que eu falei de Say Hi to Your Mom aqui no blog, com uma única música, a querida Pop Music of the Future. Hoje trago uma segunda música da banda-de-um-homem-só para vocês: NORTHWESTERN GIRLS.

A canção vem do álbum The Wishes and the Glitches (lançado em 2008), que marcou uma renovação na "banda". Foi nesse ponto que foi retirado o "para sua mãe" do nome, deixando apenas o "diga oi". Sim, hoje a banda atende apenas por Say Hi, mas vê se alguém parou de chamá-los de Say Hi to Your Mom? Esse álbum também procurou dar uma renovada no som deles. Eric Elbogen, o rapaz por trás do Say Hi, sempre trabalhou com muita repetição e efeitos computadorizados, nada muito eletrônico, apenas mais modernete. Nessa obra ele procurou um som mais calmo e limpo que pudesse servir como um refresco para quem o ouve. E deu certo.

Bem verdade que quando eu falei da banda pela primeira vez eu dizia que era uma música feita para se relaxar, e Northwestern Girls não foge desse plano. Deitar na cama, fechar os olhos, colocar um fone de ouvido, sentir a suavidade. Eric esbanja qualidade no seu violão, e logo você estará cantando o refrão fácil que iniciou esse post: "It must be in the air HEREEEE".
E para quem quiser saber sobre a letra, ela foi composta quando Eric se mudou para Seattle, ninho de bandas indies e alternativas, o que certamente o inspirou na mudança de sonoridade e na letra: Ela é repleta de adjetivos para falar sobre o lugar que ele acabou de chegar, mais precisamente sobre as garotas que tem um encanto especial lá, algo que possivelmente vem da atmosfera do local! Ele não deixa claro que o lugar é Seatlle, mas o nome da música não me deixa mentir: "Garotas do Noroeste", região onde fica a cidade.

Vale ressaltar que nos dois álbuns posteriores lançados, o Say Hi voltou a seu som de origem, com mais digitalismo, repetições, etc. Sem problemas, as músicas continuam boas, e The Wishes and the Glitches fica marcada na sua carreira com excelentes músicas como Northwestern Girls! :)