sábado, 11 de dezembro de 2010

Lifehouse - Broken


Veja só se não é a quarta vez que falo de Lifehouse?! Eu realmente devo gostar dessa banda.

Sendo trilha de Grey's Anatomy, One Tree Hill, Criminal Minds e mais uma pancada de seriados, além de longas metragens no geral, a canção BROKEN do Lifehouse é bem famosinha e cativante. Ela se encontra no penúltimo album da banda (WHO WE ARE), figurando junto com First Time, já comentada aqui no blog. Ao ouvi-lá, a primeira sensação é de um deja-vu, como se essa música tivesse embalado alguma época da sua infância e você a reencontrasse naquele exato momento. Depois, basta prestar um pouco de atenção nela, e novas sensações começam a se despertar. Um leve sentimento que você irá se desmanchar ao som da música. Não deve ser átoa que o nome dela é "quebrado".

ATENÇÃO: ESSA CANÇÃO É EXTREMAMENTE PREJUDICIAL PARA PESSOAS COM O CORAÇÃO PARTIDO.
E falo isso por experiência própria. Hoje, ouvir músicas de pé-na-bunda não me entristecem muito. Mas quando você está vivenciando aquela situação, quando você sabe exatamente o que o cantor está querendo dizer, ahhhhh... aí ela te pega de jeito! É impossível não se abalar e não dar um replay na canção algumas vezes.
O pianinho da música nem traz tanta depressão assim, as batidas do começo da música trazem até um clima esperançoso. Mas a medida que a melodia vai evoluindo, vai se desdobrando, você vai sendo sugado por ela, acaba grudado no ritmo hipnotizante dela, e quando percebe, já foi dominado. Lifehouse é bom nisso!
A guitarra (comentada nesse post aqui) dessa vez é mais omissa, deixa o espaço para que os outros instrumentos pintem a canção. Ousaria a dizer que tem um violino nela, inclusive, mas não tenho certeza absoluta, então sem afirmações. E a letra destroçadora diz sobre um rapaz que se sente quebrado, que só consegue dormir porque seu relógio não funciona mais, alguém que mal consegue respirar, que procura a cura na sua própria dor, com um coração quebrado que continua batendo, que se sente perdido, sozinhol, largado, e....... UOW! Quem não se abala com uma história dessas?

Há ainda algumas outras hipóteses e interpretações. Há quem diga que a banda está falando sobre um transplante de rins (!!!), além da temática religiosa, já que supostamente Lifehouse seria uma banda cristã. Isso porque no refrão é dito "No seu nome eu encontro significado" e em outra parte "Me seguro nas suas palavras", onde se encaixaria o nome de Jesus e a Bíblia, respectivamente. Bem, como sempre, eu vou na probabilidade do coração partido por uma garota. Mas nada contra as outras interpretações, músicas boas no geral tem que ter diversas delas mesmo!
Por hoje é isso! Se gostaram da música, deem uma olhada nos outros três posts (Hanging by a Moment, First Time e Blind) que, com certeza, não irão se decepcionar com as músicas lindas de Lifehouse!
Beijos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Incubus - Drive


Aaaaah, Incubus.
Aaaaah, as letras de Incubus.

Certa vez eu disse que a melhor característica da banda americana de rock alternativo Incubus eram as reflexões impostas em cada uma de suas composições. Incubus é uma banda de diversas facetas (considerando suas variações na produção musical) e de vários atrativos que podem criar um vínculo com os admiradores da boa música. Tem quem goste das músicas pesadas e barulhentas que honram o nome da banda, tem quem goste das baladinhas extremamente bem feitas, tem quem goste dos arranjos e riffs da guitarra, tem quem goste da voz de Brandon Boyd (todos os fãs da banda), enfim... eu gosto de tudo um pouco, mas o que de fato me admira neles continua sendo suas letras...

Lembram-se das duas vezes que falei de Incubus aqui? Discutimos sobre como o amor dói e sobre egos inflados. Ambos foram do último album, que não é preferência dos fãs (embora seja minha preferência). Hoje, portanto, falarei de uma canção que está em num álbum mais antigo, MAKE YOUSELF, o terceiro da banda, e aquele que levou-os ao reconhecimento internacional, com músicas nas rádios, clipes na televisão, etc e tal. Aliás, eu poderia dizer mais: houve uma música dentro do album que foi o empurrão do Incubus para a fama, e não por acaso, é a canção título de hoje: a acústica DRIVE!
Incubus nunca tinha sido muito "violãozinho e tranquilidade", os dois albuns anteriores eram repletos de barulho e rock n' roll, e Drive pode até ser uma representação dessa mudança de ares nas terras Incubísticas (?), mas independente disso (como já foi falado, Incubus ainda mantém uma variação boa), a música é excelente, pode ser ouvida durante uma viagem, um dia chuvoso, uma caminhada no parque, enfim... Costumo gostar bastante dessas canções que se adaptam às diversas situações, e raramente desagradam alguém.

Falei tanto das letras de Incubus e vocês acham que eu não iria falar sobre o que diz a letra de Drive? Bem, Make Yourself no geral traz uma característica em comum em suas composições, elas exaltam a independência, é um album que inspira liberdade, dos mais diversos modos. Em Drive, Brandon nos impulsiona a deixar nossos medos de lado, diz que nossas preocupações às vezes controlam (dirigem) nossas vidas, e que nós temos que assumir o controle dela! "Segure o voltante e dirija", é uma das frases que marcam a canção, e não é átoa que o album se chama "Faça você mesmo"!
Há uma polêmica religiosa envolvendo essa música devido à frase "você escolheria água ao invés de vinho?". Alguns dizem que é uma frase para simbolizar o anti-cristianismo, o que pessoalmente eu acho bobagem. O album inteiro fala sobre escolhas, a própria canção quer passar a mensagem que você mesmo tem que ter o controle do que escolherá para sua vida, então por que iriam envolver religião na história? Bem, fica a critério de cada um a interpretação.
Por fim, espero que gostem de Drive e fiquem com os "Doo Doo Doo Doo Doo.." que tem no final da música na cabeça. É quase um "Naa Naa Naa Naa" do Hey Jude. Ou não.


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Um agradecimento a Viviane, uma leitora que eu não conhecia e que disse acompanhar o blog há um bom tempo. Ela pediu Incubus, então aqui está :)
Quem quiser pedir música, sintam-se a vontade nos comentários!

sábado, 20 de novembro de 2010

Thirteen Senses - The Salt Wound Routine


Esses dias eu estava pensando em fazer novamente um texto mais reflexivo para o blog, como nesse post de Love Hurts, do Incubus. Queria falar sobre a rotina, todos gostam de falar sobre rotina. E também estava pensando em falar novamente sobre a queridíssima banda THIRTEEN SENSES. Tem uma música deles chamada The Salt Wound Routine (O Sal na Ferida da Rotina). Juntei minhas duas vontades, portanto.

Hoje em dia, ou talvez desde sempre, o que mais gostam de fazer é reclamar. Reclamam dos jovens, dos adultos, da política, da televisão, do trabalho, de sair de casa, de ficar em casa, enfim. Um dos principais alvos dessa reclamação é a tal rotina. Ao que parece, ninguém gosta de repetir as ações do dia anterior, it's all the same, tudo vira um tédio, sair de casa no mesmo horário de sempre é um massacre, seu calendário para a semana que vem é o mesmo da semana passada, e isso não é bem visto por ninguém. Muita gente inveja cantores, atores, celebridades no geral pela sua fama. Mas muita gente inveja esses artistas pela falta de rotina na vida deles. A rotina é um bicho de sete cabeças mesmo?
Seguindo um pouco a proposta do blog "Miniature Disasters", vamos procurar ver o lado bom das coisas. Uma rotina pode significar estabilidade. Até que ponto vale a pena viver em um emprego móvel, depender de diversos fatores para ganhar seu dinheiro, não saber o que acontecerá no dia de amanhã, só para se livrar de tarefas rotineiras? Outra coisa bacana é pensar que algumas rotinas da vida nos deixam com saudades. Quem já não ouviu o pai nostálgico dizer "todo dia as quatro e meia eu descia e comprava uma coca gelada no barzinho do seu Zé", hein? Ou até mesmo você sente isso, por exemplo, quando mudou de horário no colégio, ou quando parou de fazer colegial e começou a trabalhar...

Thirteen Senses - em mais uma música deprê de encher os olhos de lágrima - debate um pouco disso, embora eles "pensam" no fato de não haver necessidade de rotinas, mas sim de recomeços. Uma casa nova, um emprego novo, enfim. Permitir que o vento te leve para onde ele soprar. Acho bonito o raciocínio, tal como o teclado da música, e a voz que transborda emoção de Will South, que eu já falei no post sobre Gone. Na minha opinião, ele não deixa de estar certo, mas quando eu penso no meu futuro talvez o que eu mais queira é uma casa aconchegante para morar, onde eu possa chegar todo dia no mesmo horário nela e ser recebido por minha mulher e meus filhos que, com um sorriso no rosto, disparam a falar sobre o dia na escola, enquanto minha mulher faz surpresa do que ela preparou para a janta.
Talvez eu deseje uma rotina.
O que você deseja?

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post atípico no blog, eu sei. mas espero que gostem da ideia e, claro, que se amarrem cada vez mais por Thirteen Senses.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Arctic Monkeys - Fluorescent Adolescent


Nem me lembro quando, mas faz um tempo, eu olhei para um amigo meu e disparei:
- E o Arctic Monkeys, hein? Disseram que seria a melhor banda da década, e...
Antes que eu completasse a frase, ele decretou:
- E foi a melhor.

Tenho certeza que boa parte das pessoas que visitam meu blog curtem Arctic Monkeys. E não sou vidente, nem nada do tipo. É uma questão de público alvo mesmo... Escrevo bastante sobre indie rock, já falei sobre inúmeras bandas britânicas, gosto de recomendar algo que está entre a jovialidade do rock n' roll e o espírito de descontração das músicas alternativas. E o Arctic Monkeys é um signo disso tudo, quase um estereótipo, respiram o ar indie rock que preenche meu blog. Sabem o sentimento que tenho com The Kooks de que eles traduzem esse estilo (dito nesse post aqui)? Pois então, a maioria das pessoas tem esse mesmo sentimento, só que com Arctic Monkeys.

Eu enxergo essa banda como uma personificação musical de um adolescente que gosta de rock, que é imaturo, é descontraído, é barulhento e revoltado. Ou pelo menos enxergava, já que no último album - Humbug - aparentemente eles resolveram crescer e mudaram de sonoridade. Mas esse álbum fica para outro post, porque hoje vim falar da primeira fase de Arctic Monkeys, que podemos encontrar nos dois primeiros cds, principalmente em FAVOURITE WORST NIGHTMARE, o segundo album. É de lá que retirei a música título de hoje, FLUORESCENT ADOLESCENT, que você com certeza já ouviu em algum lugar. Diferente do que disse no último post, o vocalista Alex Turner não tem uma voz única, tanto que em sue projeto paralelo (The Last Shadow Puppets) ele praticamente faz músicas com um clone (quem quiser procura por Miles Kane e verá como as vozes se assemelham). No entanto, a voz de Alex é um destaque, pois tem toda a pegada do Britpop que é um dos movimentos mais encantadores da história da música.
Em Fluorescent Adolescent, a barulheira do AM é mais organizada, mas podemos entender bem esse espírito de descontração, essa alma de indie rock, a voz do britpop, e todos eteceteras que já citei. O riff é pegajoso, o baixo é de arrepiar, o ritmo é dançante, a energia da música é vibrante. Se foi a melhor banda da década? Prefiro me ausentar dessas discussões, mas garanto que junto com The Strokes, Arcade Fire, Death Cab for Cutie, Spoon, The National, dentre outras bandas que já escrevi sobre (ou não) no meu blog, elevaram a força e a moral do indie rock nos anos 00'.

domingo, 31 de outubro de 2010

Muse - Sing for Absolution


Quem acompanha meu blog sabe que uma de minhas três bandas favoritas (além de Radiohead e Theory of a Deadman) é um trio britânico de rock chamado MUSE. Já escrevi mais de 30 textos para o Song Sweet Song e pela primeira vez vou falar sobre uma música deles. A questão é: por que não falei antes se é uma das bandas que mais gosto?! Simples! Nunca achei que algum texto meu sobre o Muse fizesse jus ao espetáculo musical que eles produzem para a gente!
A nova questão é: O texto de hoje vai fazer jus ao nível sonoro de Muse? Eu digo que não. Se eu esperar isso acontecer, provavelmente jamais falarei deles...

Vou ser bem direto para descrevê-los. Quem acha que o rock está morto é porque nunca ouviu Muse. Quem acha que apresentações ao vivo não superam gravações de estúdio, nunca viu o Muse no palco nem ao menos pelo youtube. Quem acha que é impossível criar músicas roqueiras e eletrônicas a partir da influência de música clássica é porque não faz ideia do que Matt Bellamy, o vocalista dessa banda sensacional, pode fazer.
Há diversos modos de se encantar com Muse. Em verdade, eles produzem um som bem variado e bem único, sempre com muita qualidade. As músicas são densas e intensas, muitas vezes criticam a política (o que não é de meu interesse pessoal, mas há quem goste do tema) e muitas vezes falam do fim do mundo, já que Matt Bellamy parece ter um particular tesão sobre esse assunto. Tornaram-se popular nos EUA e até mesmo no Brasil após aparecerem na trilha do filme Crepúsculo, o que até hoje causa um distúrbio nos fãs meia tigela de Muse com a famosa síndrome de underground.

Introduzido ao trio, ouçam agora uma obra de arte do terceiro album deles, a épica SING FOR ABSOLUTION. Resolvi recomendar essa a vocês por diversos motivos, o principal deles pelo fato de que essa foi a primeira canção que ouvi do Muse (e se me encantei por eles desde esse momento, pode acontecer com vocês também). Reparem em alguns elementos essenciais de Muse nessa canção. Primeiro, o piano ultra-marcante. Matt é um dos melhores pianistas da atualidade, e com essa influência clássica que já citei, não poderia resultar em algo melhor. Segundo, a voz ÚNICA de Matt. Há cantores com excelentes vozes pelo mundo da música, mas com excelentes vozes inimitáveis, esses são raridades. Terceiro, a introsação que os instrumentos encontram na melodia. O power trio baixo-guitarra-bateria vivem um casamento em perfeita harmonia com o Muse. Por fim, a guitarra épica. Eu nem sabia o significado disso antes de ouvir Sing For Absolution; se você não sabe, vai por mim, ouvir Muse é o melhor meio de entender esse conceito quase espiritual dentro da música hahaha

Sei que acabou saindo um post um tanto sério, mas espero que tenha sido bom o suficiente para agradar a quem já conhece Muse e despertar a curiosidade naqueles que ainda não conhecem!
No mais, polêmicas como "Muse é o novo u2?", "Muse tá virando popular e comercial?", "Matt Bellamy é o melhor guitarrista da atualidade?", podem ser discutidas nos comentários, o que com certeza me ajudará a fazer um próximo post sobre eles!
Abraços a todos meus leitores queridos ;)

sábado, 23 de outubro de 2010

Spoon - You Got Yr. Cherry Bomb


Felicidade! Chuva de papel picado! Pessoas dançando com roupas coloridas!
O clima hoje é de alegria no Song Sweet Song!

Então você me pergunta: Hoje é aniversário do blog?! E eu respondo: não!
A verdade é que é impossível ouvir YOU GOT YR. CHERRY BOMB, do aclamado SPOON, sem deixar de se contagiar com sentimentos de alegria e empolgação!
E como meu blog tem uma fama de, a cada 10 músicas, recomendar 9 canções deprês e 1 canção fossa, acho justo essa comemoração quando aparece algo tão feliz! Aproveita que é raro!
(perceberam quantas exclamações já coloquei nesse post? quem acertar o número de "!" espalhadas nesse texto ganha um pirulito! rs)

Spoon é uma banda formada no Texas que é famosa por ser queridinha dos indies. Não é para menos, esses caras sabem como fazer música boa!
Todo esse carnaval do começo do post tenta descrever a sensação que sinto ao ouvir You Got Yr. Cherry Bomb. Nesse momento espero que você já tenha dado um play na canção, podendo dessa forma me ajudar a descrever a empolgação que a banda consegue passar por ela. Ainda me lembro que eu estava indo para o show do Coldplay com essa música na cabeça... fui esmagado no busão que peguei lotado para o morumbi, o ônibus andava um metro a cada cinco minutos com o trânsito, e o motorista anunciou que teria que deixar todo mundo longe do estádio porque seria impossível se aproximar do local. Todos começaram a reclamar e se estressar com a situação, TODOS, menos... eu! E sabe o por quê? Porque eu estava com o refrão de Spoon na cabeça: "Blow out that cherry bomb...for me!". E desde então apelidei-a de "música do bom humor".
E foi quando me veio o pensamento de como música pode mexer com nossa maneira de lidar com as situações. Às vezes ficamos meio para baixo em um dia muito bonito porque estamos imersos na melancolia de uma melodia triste, mas às vezes lidamos com bom humor em situações adversas só por causa da feliz canção que preenche nossa cabeça...

A ironia do post? Em entrevista, o vocalista do Spoon disse a seguinte frase quanto essa música: "Actually, it's a really sad song". Ou em português claro: "Em verdade, essa é uma canção muito triste". WTF?
Segundo ele, a frase do refrão "assoprar a bomba de cereja" representa algo como "apagar a chama do amor", referindo-se ao momento da separação de um casal.
Well... cada um com sua forma de representar a tristeza, não é mesmo?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

The Shins - Caring is Creepy


Há muito tempo tenho vontade de escrever sobre essa canção, mas por algum motivo nunca soube o que falar dela. Talvez porque todas boas energias que ela me passa sejam muito particulares, me remetem a momentos que vivi... Nesses casos, costumo falar mais sobre a banda, mas nem sobre o próprio The Shins eu tenho muito a falar. Uma boa banda, faz um folk-rock de muita qualidade, ficou famosa quando New Slang apareceu como trilha do filme Garden State, agrada 90% dos indies que a conhecem, e é só isso.
Fim do post?

Claro que não. Nessas horas eu recorro a uma alternativa bacana, vamos debater sobre a letra da música!
Não com muita sorte, se você analisar a letra de Caring Is Creepy vai encontrar um quebra cabeça de informações e muitas metáforas. Sim, metáforas dominam as poesias, dominam as músicas, dominam o vestibular, dominam sua prova de literatura, e depois do Google, dominam o mundo. Mas entrei em fóruns e consegui tirar algumas conclusões bacanas sobre essa brincadeira do The Shins.
Primeiro que, ao contrário do que o título da música sugere (algo como "Cuidar é assustador"), eles não estão falando sobre como o ato de tomar conta de alguém os deixam apavorados. Em verdade, falam de muita coisa. Por exemplo, falam dos momentos nos quais temos que fingir que está tudo bem enquanto estamos destruídos por dentro, dos momentos nos quais temos que omitir um "eu-revoltado" dentro da gente, dando vida a um "eu-passivo" obrigado a engolir as mais difíceis situações. A canção começa dizendo algo como "Acho que vou pra casa meditar sobre isso antes que desça pela minha garganta". O típico 'vou contar até dez' antes de fazer alguma bobagem impensada. A propósito, esse auto-controle figura a música toda. Um outro fato importante pincelado na canção são aqueles momentos em que estamos praticamente possuídos e quase deixamos de lado nossos princípios:"Nunca traia a maneira que você sempre agiu", diz a letra.
E para não dizer que o título não tem nada a ver com a canção, a verdade é que o enredo parece ter sido montado a partir de um momento que o compositor concluiu que as pessoas tem medo de mostrar seus sentimentos, medo de ficarem vulneráveis com isso, o que são duas verdades: sim, você tem medo de se apaixonar, e SIM, você fica vulnerável quando está nessa situação. Mas quem disse que isso é ruim? Sou a favor da gente se entregar a paixão e vivê-las intensamente, caindo de vez em quando, mas sempre aprendendo com os erros, e...

Confesso que acho essa canção diferente do que o The Shins costuma produzir, tanto que foi a primeira deles que ouvi e até hoje não encontrei nenhuma outra deles que eu goste tanto quanto esta... Mas isso não significa nada, espero que ouçam e curtam The Shins! :)

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ps: texto enorme, eu sei, acreditam se eu falar que já resumi uma parte dele? :(