sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Athlete - Chances


Lembram-se do primeiro post do meu blog, iniciado com uma banda chamada Athlete? Provavelmente não. Não tem importância, o que realmente interessa é saber duas coisas: que Athlete é uma banda com lindas canções e que você PRECISA conhecer, e que naquele post eu disse que o album TOURIST deles era o meu favorito dentre todas as bandas que eu ouço...
Talvez minha opinião esteja mudando quanto esta última informação, mas isso não muda o fato do álbum ser infinitamente perfeito.

CHANCES abre Tourist. Seu piano melancólico e calmo é o ponto de partida para o que viria a ser um album recheado de melodias emocionantes. É despretensioso, provavelmente o Athlete não tentou fazer algo para chegar ao top das paradas, nem uma obra prima inesquecível. Mas acabou acertando na mosca na receita, como uma sobremesa incapaz de atrair as pessoas por não ser conhecida, mas extremamente prazerosa para aqueles que a experimentam.
Pulando qualquer tosquice que eu possa dizer agora como "experimente essa sobremesa você também :D", vamos dar uma sobrevoada na música que inicia o álbum... O primeiro verso da música traz esse clima já citado de melancolia enquanto o vocalista do Athlete nos aconselha "Aproveite todas as chances que tiver, você nunca sabe quando elas serão desperdiçadas". E após se auto-comparar a um matemático que não consegue resolver uma soma, a música entra em uma explosão incrível, unindo ao piano a guitarra e a bateria, mas nada roqueiro, tudo isso de uma forma incrivelmente triste, enquanto o vocalista diz que "é tudo por causa de seus choros e beijos". Sempre me arrepio pensando em um show com fogos que entram em sincronia com a bateria logo na entrada desse refrão arrebentador. Um pouco doente de minha parte, mas enfim.
O piano triste volta, ele diz "Se eu tivesse a chance de começar novamente, eu iria te procurar", concretizando que a canção fala esclarecidamente sobre arrependimento. Bem, o nome dela é "escolhas", e não é difícil de ver que o eu-lírico fez uma escolha errada em sua relação, sim?
Mais uma explosão no refrão (e mais fogos na minha imaginação), e a música se emenda com um fim de arrepiar enquanto ele lamenta "Eu não calculei como começar novamente", e garanto que, como diversas músicas que já postei aqui (como Broken do Lifehouse), se você se identificar com a letra suponho que você irá morrer ouvindo Chances hahaha :(
Já falei demais (e fazia tempo que eu não analisava uma música do começo ao fim como hoje), então irei me despedir. No próximo post eu falo mais sobre essa história de que meu álbum favorito pode ser outro nos dias atuais... Enquanto isso, degustem esta sobremesa delicious que o Athlete nos proporciona!

Desculpem, não me contive.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Fuel - Hemorrhage (In My Hands)


Alguns chamam de “filhos de Nirvana”, alguns rotulam de nu-metal, e por convenção, são marcados de Pós-Grunge. A verdade é que há inúmeras bandas que seguem o estilo da banda de Kurt Cobain até hoje, sem se importar com denominações ou quaisquer outras coisas. Como exemplo, cito a banda que o remanescente do próprio Nirvana criou, Foo Fighters. Ou então, o já citado no blog, Theory of a Deadman. Os leitores já devem conhecer algumas desse estilo, e hoje ajudo vocês a expandir sua coleção de bandas desse tipo com os americanos do FUEL.
Confesso que, há uns dois anos atrás, eu só conhecia os hits do Fuel, nunca me interessei muito pela banda. Mas nos últimos meses fui atrás de mais materiais e não me arrependi, para quem gosta de um rock sem muitos enfeites, vale a pena dar uma olhada (escutada?).
Hemorrhage foi o ponto de partida. A música que começa com um bonito dedilhado parecia ser batida, algo que eu não ouviria muitas vezes, mas quando a guitarra entrou detonando no primeiro refrão, e a frase “in my hands, in my hands again” ficou martelando minha cabeça, percebi que a canção era forte, das boas.
Mostrei para minha namorada numa certa tarde de novembro e ela não gostou. Tudo bem, talvez seja necessário ouvir a música algumas vezes para se familiarizar, mas tenho certeza que a qualidade da mesma é indiscutível, a guitarra e a bateria entram em uma sincronia perfeita, enquanto o vocalista canta com toda emoção os versos de uma conversa, provavelmente entre um casal que rompeu o relacionamento, dizendo: “não desapareça e deixe o amor sangrando em minhas mãos novamente”. Um pouco bizarro até, mas te garanto que os versos em inglês “leave love bleeding” parecem perfeitamente encaixados (tal como “love lies bleeding”), o que você já deve ter percebido se deu um play no vídeo.

Uma curiosidade: Em 2006, o vocalista Brett Scallions deixou a banda, enquanto simultaneamente um participante do American Idol cantava Hemorrhage no programa para se classificar para a próxima fase. Esse participante era Chris Daughtry, que terminou por ser o vencedor dessa edição do programa. Admirados, os integrantes restantes do Fuel o chamaram para ser o novo vocalista deles. Mas Chris recusou o convite, fundando sua própria banda - famosa hoje – a chamada “Daughtry”.
Toryn Green se tornou o novo vocalista, permanecendo por quatro anos no “cargo”. Em abril de 2010, o Fuel anunciou em seu site que Brett Scallions estava de volta, pronto para as gravações do quinto album.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Radiohead - No Surprises


No alarms. No surprises. Please.

Já faz um ano mais ou menos que eu escrevi sobre Karma Police do Radiohead, e disparadamente foi o texto que mais rendeu visitas ao blog. Segundo o Google Analytics, foram aproximadamente 490 visitas vindas do google por palavras chaves como "interpretação Karma Police", "comentários acerca de Karma Police", "karma police crítica". Isso me deixa um pouco tenso para falar de novo sobre as composições de Thom Yorke e sua banda, criou-se uma responsabilidade, ainda mais se eu for falar de um outro clássico da banda, a linda NO SURPRISES.
O que dizer sobre uma música onde a primeira frase é "Um coração que se encheu como um aterro sanitário"? Impactante? Bem, como já dito no blog, o album OK COMPUTER surgiu no cenário da música para impactar mesmo, para destruir os poderosos, para chocar os submissos. Eu não sei qual é a relação das pessoas ao ouvir uma frase desse tipo, mas será que ninguém se mobiliza para rever aonde está levando a sua vida? Seu coração está se enchendo de amor (o necessário) ou de lixo - como um aterro sanitário?
"Um trabalho que te mata lentamente", "Um machucado que nunca cicatriza", "Um aperto de mão no monóxido de carbono". Essas frases são apenas exemplos do que corre dentro da canção, e todas elas tentam lutar contra uma só situação: o conformismo. E seguindo o conceito do album, um conformismo com as atitudes do governo, é claro. Nessa canção é até dito claramente "Derrube o governo, eles não falam pela gente!", algo até inesperado de uma banda repleta de simbolismos e metáforas. O que o governo pede está no refrão da canção, a famosa frase "Sem alarmes e sem surpresas, por favor", e obedientemente, a população dá a sua resposta: "Silêncio. Silêncio." A vida é um caos, existem pessoas pisando na gente, mas estamos conformados. Silêncio.

Essa análise pode até parecer agressiva, mas no fundo, é isso o que o Radiohead nos propoem. E mais do que isso, dentro da arte musical. Para demonstrar agressividade eles não precisam de guitarras destruidoras, de visuais revoltados, de uma música barulhenta. Se você ouvir No Surprises vai se deparar com uma melodia calma, com toques que se assemelham a uma canção de ninar, um embalo relaxante e um piano sedativo (quem disser que nunca ouviu o riff de piano dessa música deve estar enganado, aliás). E essa calmaria dentro da canção misturada a sua letra caótica inverte os sentidos, inverte os signos, inverte nossa cabeça. Afinal, No Surprises mostra que a calmaria não vem depois da tempestade, pois vivemos em um mundo onde tentamos ficar calmos durante a tempestade.

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*um feliz ano novo para todos! :)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mew - Special


You're special, you're like rocket through me.

MEW é uma daquelas bandas que tudo indica que você nunca irá conhecer. Banda indie, dinamarquesa, nome de um pokémon, nunca apareceu como trilha de algum filme, nunca fez uma tour mundial, talvez nunca tenha tocado em uma rádio norte-americana. Até mesmo o last.fm parece ignorar Mew, nunca os vi relacionados em nenhuma página (exceto em páginas de outras bandas dinarmaquesas, como Carpark North ou Kashmir, igualmente desconhecidas). Mas quando você está predestinado a algo, nada pode impedir esse encontro. Pode ser por um amigo 'meio-anormal' que te indique a banda ou você pode ler sobre ela em um blog de recomendação de músicas... No meu caso, foi pelo amigo. No caso de vocês, será por este blog!

Mew é daquelas bandas que adoram se basear no experimentalismo para fazer suas músicas. A maioria das bandas costumam ter uma ou duas canções experimentais, como Sway do Lostprophets, mas no caso de Mew, quase todas são dessa forma, e eles devem ter uma ou duas que são "normais". Em verdade, a voz de Jonas Bjerre já é algo experimental por si só! Dê o play no vídeo, ouça SPECIAL, e entenda o que estou dizendo!
Uma das coisas que mais gosto no Mew é a forma de como eles conseguem ser melódicos e agressivos ao mesmo tempo. Em Special isso é claro, a música começa em uma explosão com a bateria, com uma batida arregaçadora. No entanto, a guitarra da música dá um ritmo dançante e melódico para a canção, e quando o vocalista entra com sua "voz special" cantando a frase que inicia esse post, você confirma que Mew é algo beeem diferente do usual. Ousados e originais!
Com um ritmo ditado pela bateria, Special fala sobre uma garota que faz mal a um rapaz que gosta dela, mas ele não consegue deixá-la, como se ela fosse uma droga. Jonas disse em entrevista que fala sobre sexo, e se fosse qualquer outra pessoa falando, eu diria que essa pessoa teria uma mente suja ao pensar nisso. Só por causa das frases "Eu te colocarei para cima e para baixo" ou "Você é como um foguete pra mim"? Maaas, como quem disse isso foi o compositor da música, talvez eu deva acreditar nele, muita gente trata sexo como uma droga mesmo...

Special está no quarto album do grupo, "And the Glass Handed Kites", album classificado como Rock Progressivo, o que para mim não significa nada, mas para muita gente significa muito. Para mim o que importa é passar a mensagem de que o Mew produz um som bem diferente do que estamos acostumados a ouvir, e que dificilmente deixam de cativar alguém com suas músicas!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Lifehouse - Broken


Veja só se não é a quarta vez que falo de Lifehouse?! Eu realmente devo gostar dessa banda.

Sendo trilha de Grey's Anatomy, One Tree Hill, Criminal Minds e mais uma pancada de seriados, além de longas metragens no geral, a canção BROKEN do Lifehouse é bem famosinha e cativante. Ela se encontra no penúltimo album da banda (WHO WE ARE), figurando junto com First Time, já comentada aqui no blog. Ao ouvi-lá, a primeira sensação é de um deja-vu, como se essa música tivesse embalado alguma época da sua infância e você a reencontrasse naquele exato momento. Depois, basta prestar um pouco de atenção nela, e novas sensações começam a se despertar. Um leve sentimento que você irá se desmanchar ao som da música. Não deve ser átoa que o nome dela é "quebrado".

ATENÇÃO: ESSA CANÇÃO É EXTREMAMENTE PREJUDICIAL PARA PESSOAS COM O CORAÇÃO PARTIDO.
E falo isso por experiência própria. Hoje, ouvir músicas de pé-na-bunda não me entristecem muito. Mas quando você está vivenciando aquela situação, quando você sabe exatamente o que o cantor está querendo dizer, ahhhhh... aí ela te pega de jeito! É impossível não se abalar e não dar um replay na canção algumas vezes.
O pianinho da música nem traz tanta depressão assim, as batidas do começo da música trazem até um clima esperançoso. Mas a medida que a melodia vai evoluindo, vai se desdobrando, você vai sendo sugado por ela, acaba grudado no ritmo hipnotizante dela, e quando percebe, já foi dominado. Lifehouse é bom nisso!
A guitarra (comentada nesse post aqui) dessa vez é mais omissa, deixa o espaço para que os outros instrumentos pintem a canção. Ousaria a dizer que tem um violino nela, inclusive, mas não tenho certeza absoluta, então sem afirmações. E a letra destroçadora diz sobre um rapaz que se sente quebrado, que só consegue dormir porque seu relógio não funciona mais, alguém que mal consegue respirar, que procura a cura na sua própria dor, com um coração quebrado que continua batendo, que se sente perdido, sozinhol, largado, e....... UOW! Quem não se abala com uma história dessas?

Há ainda algumas outras hipóteses e interpretações. Há quem diga que a banda está falando sobre um transplante de rins (!!!), além da temática religiosa, já que supostamente Lifehouse seria uma banda cristã. Isso porque no refrão é dito "No seu nome eu encontro significado" e em outra parte "Me seguro nas suas palavras", onde se encaixaria o nome de Jesus e a Bíblia, respectivamente. Bem, como sempre, eu vou na probabilidade do coração partido por uma garota. Mas nada contra as outras interpretações, músicas boas no geral tem que ter diversas delas mesmo!
Por hoje é isso! Se gostaram da música, deem uma olhada nos outros três posts (Hanging by a Moment, First Time e Blind) que, com certeza, não irão se decepcionar com as músicas lindas de Lifehouse!
Beijos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Incubus - Drive


Aaaaah, Incubus.
Aaaaah, as letras de Incubus.

Certa vez eu disse que a melhor característica da banda americana de rock alternativo Incubus eram as reflexões impostas em cada uma de suas composições. Incubus é uma banda de diversas facetas (considerando suas variações na produção musical) e de vários atrativos que podem criar um vínculo com os admiradores da boa música. Tem quem goste das músicas pesadas e barulhentas que honram o nome da banda, tem quem goste das baladinhas extremamente bem feitas, tem quem goste dos arranjos e riffs da guitarra, tem quem goste da voz de Brandon Boyd (todos os fãs da banda), enfim... eu gosto de tudo um pouco, mas o que de fato me admira neles continua sendo suas letras...

Lembram-se das duas vezes que falei de Incubus aqui? Discutimos sobre como o amor dói e sobre egos inflados. Ambos foram do último album, que não é preferência dos fãs (embora seja minha preferência). Hoje, portanto, falarei de uma canção que está em num álbum mais antigo, MAKE YOUSELF, o terceiro da banda, e aquele que levou-os ao reconhecimento internacional, com músicas nas rádios, clipes na televisão, etc e tal. Aliás, eu poderia dizer mais: houve uma música dentro do album que foi o empurrão do Incubus para a fama, e não por acaso, é a canção título de hoje: a acústica DRIVE!
Incubus nunca tinha sido muito "violãozinho e tranquilidade", os dois albuns anteriores eram repletos de barulho e rock n' roll, e Drive pode até ser uma representação dessa mudança de ares nas terras Incubísticas (?), mas independente disso (como já foi falado, Incubus ainda mantém uma variação boa), a música é excelente, pode ser ouvida durante uma viagem, um dia chuvoso, uma caminhada no parque, enfim... Costumo gostar bastante dessas canções que se adaptam às diversas situações, e raramente desagradam alguém.

Falei tanto das letras de Incubus e vocês acham que eu não iria falar sobre o que diz a letra de Drive? Bem, Make Yourself no geral traz uma característica em comum em suas composições, elas exaltam a independência, é um album que inspira liberdade, dos mais diversos modos. Em Drive, Brandon nos impulsiona a deixar nossos medos de lado, diz que nossas preocupações às vezes controlam (dirigem) nossas vidas, e que nós temos que assumir o controle dela! "Segure o voltante e dirija", é uma das frases que marcam a canção, e não é átoa que o album se chama "Faça você mesmo"!
Há uma polêmica religiosa envolvendo essa música devido à frase "você escolheria água ao invés de vinho?". Alguns dizem que é uma frase para simbolizar o anti-cristianismo, o que pessoalmente eu acho bobagem. O album inteiro fala sobre escolhas, a própria canção quer passar a mensagem que você mesmo tem que ter o controle do que escolherá para sua vida, então por que iriam envolver religião na história? Bem, fica a critério de cada um a interpretação.
Por fim, espero que gostem de Drive e fiquem com os "Doo Doo Doo Doo Doo.." que tem no final da música na cabeça. É quase um "Naa Naa Naa Naa" do Hey Jude. Ou não.


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Um agradecimento a Viviane, uma leitora que eu não conhecia e que disse acompanhar o blog há um bom tempo. Ela pediu Incubus, então aqui está :)
Quem quiser pedir música, sintam-se a vontade nos comentários!

sábado, 20 de novembro de 2010

Thirteen Senses - The Salt Wound Routine


Esses dias eu estava pensando em fazer novamente um texto mais reflexivo para o blog, como nesse post de Love Hurts, do Incubus. Queria falar sobre a rotina, todos gostam de falar sobre rotina. E também estava pensando em falar novamente sobre a queridíssima banda THIRTEEN SENSES. Tem uma música deles chamada The Salt Wound Routine (O Sal na Ferida da Rotina). Juntei minhas duas vontades, portanto.

Hoje em dia, ou talvez desde sempre, o que mais gostam de fazer é reclamar. Reclamam dos jovens, dos adultos, da política, da televisão, do trabalho, de sair de casa, de ficar em casa, enfim. Um dos principais alvos dessa reclamação é a tal rotina. Ao que parece, ninguém gosta de repetir as ações do dia anterior, it's all the same, tudo vira um tédio, sair de casa no mesmo horário de sempre é um massacre, seu calendário para a semana que vem é o mesmo da semana passada, e isso não é bem visto por ninguém. Muita gente inveja cantores, atores, celebridades no geral pela sua fama. Mas muita gente inveja esses artistas pela falta de rotina na vida deles. A rotina é um bicho de sete cabeças mesmo?
Seguindo um pouco a proposta do blog "Miniature Disasters", vamos procurar ver o lado bom das coisas. Uma rotina pode significar estabilidade. Até que ponto vale a pena viver em um emprego móvel, depender de diversos fatores para ganhar seu dinheiro, não saber o que acontecerá no dia de amanhã, só para se livrar de tarefas rotineiras? Outra coisa bacana é pensar que algumas rotinas da vida nos deixam com saudades. Quem já não ouviu o pai nostálgico dizer "todo dia as quatro e meia eu descia e comprava uma coca gelada no barzinho do seu Zé", hein? Ou até mesmo você sente isso, por exemplo, quando mudou de horário no colégio, ou quando parou de fazer colegial e começou a trabalhar...

Thirteen Senses - em mais uma música deprê de encher os olhos de lágrima - debate um pouco disso, embora eles "pensam" no fato de não haver necessidade de rotinas, mas sim de recomeços. Uma casa nova, um emprego novo, enfim. Permitir que o vento te leve para onde ele soprar. Acho bonito o raciocínio, tal como o teclado da música, e a voz que transborda emoção de Will South, que eu já falei no post sobre Gone. Na minha opinião, ele não deixa de estar certo, mas quando eu penso no meu futuro talvez o que eu mais queira é uma casa aconchegante para morar, onde eu possa chegar todo dia no mesmo horário nela e ser recebido por minha mulher e meus filhos que, com um sorriso no rosto, disparam a falar sobre o dia na escola, enquanto minha mulher faz surpresa do que ela preparou para a janta.
Talvez eu deseje uma rotina.
O que você deseja?

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post atípico no blog, eu sei. mas espero que gostem da ideia e, claro, que se amarrem cada vez mais por Thirteen Senses.