quinta-feira, 31 de março de 2011

Travis - Flowers in the Window


É muito bom estar apaixonado! E uma das melhores coisas é poder ouvir músicas de casal apaixonado. Sabe, poder olhar para alguém que você ama e cantar "uow, look at you now, flowers in the window s2".

Eu tenho uma teoria que certas bandas nasceram para criar trilhas para casais apaixonados, e a minha favorita dessas é TRAVIS. Já falei deles anteriormente neste post. Com raras exceções, Travis está sempre abordando o amor, nas suas diversas formas, nos seus diversos ângulos. É claro que, como praticamente todo artista que deixa seu coração falar na música, inevitavelmente há certas fases e algumas canções de... anh... pé na bunda. Entende, quando o artista torna sua poesia um poço de lamentações para falar sobre como é rejeitado ou infeliz. Como adoro músicas deprês, não tenho nada contra essas canções, mas hoje vim falar da fase feliz do Travis, essa fase que já citei no começo do post, a das flores na janela!

Há algo que irrita muito as pessoas que são fãs de bandas mais elaboradas em suas canções, que criam obras com milhares de instrumentos ou técnicas revolucionárias e efeitos especiais: como que bandas do tipo Coldplay ou Travis podem chegar a fazer tanto sucesso com tanta simplicidade? Sim, assunto repetido, já discuti isso no post sobre Don't Panic, mas o ponto da vez é perceber que o autor e cantor da música Fran Healy quando escreveu a música não tinha a pretensão que muitos artistas tem nos dias de hoje, de inovar e fazer história, ele somente queria olhar para alguém e dizer "hoje o dia está fantástico, eu amo você, e estou contente que sinta o mesmo". A música é levada por uma batida alegre, daquelas que você imagina velhinhos andando na rua com um sorriso e pessoas se abraçando aleatoriamente, enquanto o namorado em uma escada segura a mão de sua amada e diz "olhar para você é como ver flores na janela"! Vai dizer que vocês não conseguem sentir isso também?

Este era para ser um post muito simples, mas escrevi bastante, quando a ideia era apenas dizer que quando se escreve com o coração pouco importa a complexidade da música, o importante é deixar seu recado, e isso o Travis faz muito bem, deixando milhares de casais com uma trilha sonora para seus dias de sol no parque, ou seja aonde estiverem! :)

Uma curiosidade bem legal para fechar: A música foi escrita com a ajuda de um tiozinho pouco importante para a história da música, Paul McCartney.
Não deu play ainda?

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ps: dedicado à minha namorada. I love you so, let's watch the flowers grow s2

domingo, 20 de março de 2011

The xx - Crystalised


Certas músicas foram feitas para todos os ouvidos. Aquela música que é tão equilibrada e tão hipnotizante que é capaz de agradar qualquer um, com poucas exceções. Elas são raras, é verdade, mas existem meus caros amigos, e CRYSTALISED do The xx está aí para não me deixar mentir.

Mas antes, quem são The xx (pronuncia-se écs écs)? São um trio britânico que lançou seu primeiro álbum em 2009 (na época ainda um quarteto), o que os fazem a banda mais "nova" a ser comentada no blog. Com certeza uma grande honra para a banda, certo? Bem próximo à honra de ter sido a banda mais hypada e badalada de 2009, de seu album "xx" ter sido premiado como "melhor album" por diversas instituições (além de ter ganho o selo platina pelas vendas e ter entrado nas listas de melhores albuns do ano, da década, dos últimos tempos), e por fim, de terem tocado nos principais festivais de músicas nos últimos dois anos. Pouca coisa para se orgulhar, não é mesmo?

Não é para menos. The xx chegou quietinho e conquistou o mundo com suas composições lindas. E quando eu digo "quietinho", é bem quietinho mesmo. O jornalista Lúcio Ribeiro diz que The xx criou uma "revolução do silêncio", com músicas baseadas em pouquíssimo barulho, apenas uma melodia minimamente manipulada eletronicamente, que é como o som do baixo, feito para ser sentido. Some isso à famosa troca de voz entre um homem e uma mulher, que funcionou já em diversas bandas, e provavelmente sempre funcionará, desde que as vozes se encaixem e criem o contraste entre o grave e o agudo que muito agrada. E nas canções do The xx as vozes são valorizadas, ganham mais força, por mais que às vezes elas sejam simplesmente sussuradas.

É difícil dizer que alguma música do The xx é melhor do que a outra. O primeiro álbum é formado de poucas, porém, fantásticas canções. Apenas escolhi Crystalised para vocês por se encaixar no padrão descrito no início do post, ser a música que tem o poder de agradar a todo mundo. Sempre que alguém pede uma recomendação de música assim, na lata, logo indico essa, porque nunca vi alguém torcer o nariz após ouvi-la. E ainda corro o risco de encontrar a pessoa alguns dias depois cantarolando o refrão de Crystalised, que é nada menos do que a dupla repetindo sensualmente a frase "aaaaaaah".

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ps1: fico feliz que a maioria das pessoas já conhecia Roxette e, de alguma forma, relembraram do passado com meu último post.
ps2: no começo do post falei "todos os ouvidos". é o nome de um blog. um excelente blog. acessem: http://todososouvidos.blogspot.com/
ps3: recomendação nº 50 \o/ dedico à minha amiga Mirella :)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Roxette - A Thing About You


Olá, eu vou no show do Roxette. E há 98% de chances de eles não tocarem essa música que trago para vocês no post de hoje. Pois já é tradição, as bandas que eu vejo ao vivo nunca tocam minha favorita. Nunca.

Roxette é uma dupla sueca (♥) das antigas, que estão em atividade até hoje. O primeiro album foi lançado em 1986, e nesse ano mesmo de 2011 a dupla lançou o oitavo disco. (Quase) todos seus albuns foram número 1 na Suécia (♥), exceto o debut e o último, que ficaram em segundo lugar nas paradas. Internacionalmente, começaram a ser reconhecido a partir do segundo album, mas principalmente a partir do filme Uma Linda Mulher (sabe, Julia Roberts, Richard Gere, o filme favorito da sua mãe). Isso porque nesse filme a música It Must Have Been Love toca ao fundo em um momento chave, numa cena bacaninha que fez com que todo mundo procurasse saber quem é Roxette. Inclusive, fez meu pai viciar nessa música até hoje, que comprou o cd e pasmem, irá no show comigo.
A cantora Marie Frediksson descobriu um cancer cerebral em 2002, e teve que largar a música para se tratar, voltando com tudo agora em 2011, como já foi dito, com um disco e uma turnê.

Certo, a banda foi apresentada a vocês, se quiserem saber mais, podem procurar por suas músicas, muitas são famosas, a maioria um rockzinho bacana, e algumas ótimas baladinhas ao som de teclado. Digo isso porque a música que trouxe a vocês não é muito comum ao Roxette. Primeiro porque ela é cantada pelo Per Gessle, e quase todas as músicas deles são cantadas pela Marie. Mas como os dois tem ótimas vozes, eles combinam e alternam os vocais com facilidade. Em A Thing About You, a canção é embalada por um violãozinho gostoso, meio deprê, enquanto com uma voz calma Per diz: "o rádio está ligado mas o som se foi", "a televisão está ligada mas as cores se foram", e assim por diante. Mais uma música do blog para se ouvir deitado na cama no friozinho com os olhos fechados.

Espero que gostem da banda e, quem quiser acompanhar eu e meus pais no show (sim, meu pai carregou minha mãe com ele), é só dar um toque, quem sabe nos deparamos com a sorte e eles tocam essa música linda ao vivo. Ainda há 2% de chance!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Radiohead - Reckoner


Que o Radiohead lançou um album novo no último dia 18 de fevereiro, todo mundo já sabe, o já-querido The King of Limbs. Mas não é sobre o disco novo o assunto de hoje. Vamos retomar o já anfitrião do blog: IN RAINBOWS, o sétimo album dos cabeças-de-rádio.

Quando falei dessa obra, lá pelo fim de 2009 (com os posts sobre Nude e All I Need), comentei muito da minha percepção pessoal sobre o álbum, além da recepção do público. Melancólico como sempre, In Rainbows é carregado de emoções, desde o som do baixo repleto de beleza, aos falsetes de Thom Yorke, às metáforas e letras depressivas, enfim. Muita gente, por compará-lo com álbuns anteriores do Radiohead (como Ok Computer), o desprezava, mas como eu afirmei, é um álbum incrível que tem toda a vitalidade de uma banda no seu auge, e estamos falando do sétimo trabalho da banda, já bem veterana, portanto.
Hoje retomo a discussão sobre o In Rainbows trazendo como trilha a música bem ritmada, meio “deprê-alegre”, meio "não sei se danço ou choro", RECKONER. Certo dia em um fórum, um rapaz chamado Carlos Farias complementou muito bem minha ideia do álbum. Disse que teve a impressão de um Radiohead muito a vontade para criar o álbum, aonde as composições são muito orgânicas e tem suas influências bem deglutidas (citou soul, música africana), além de não ter partes específicas de rock ou de eletrônico, ou seja o que for, é simplesmente Radiohead.

Vejo que Reckoner ilustra perfeitamente isso. "Não sei se danço ou choro" pode ser vista como uma brincadeira minha, mas é uma sensação que a canção realmente causa. O baixo leva a música para um lado mais dançante enquanto o vocalista traz uma lamentação na voz, principalmente quando a marcante percussão dá uma pausa e Thom Yorke sussurra sua fala enquanto segundas vozes falam um quase imperceptível "In Rainbows" ao fundo, no clímax da música. A música não é rock, não é dubstep, não é jazz, não é rotulável. É Radiohead.

O desafio do dia é conseguir ouvir as segundas vozes fazendo um coro dizendo "In Rainbows" na parte que eu disse. Eu demorei um pouco pra ouvir. Uns dois anos, talvez.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Lifehouse - Sick Cycle Carousel


Porque chega uma hora que você cansa de correr atrás de uma pessoa que você gosta, não é?

Uma vez mais, Lifehouse no blog. Se você gosta, excelente, espero que esteja gostando dos textos sobre a banda. Se você não gosta, já deve ter se enchido de tanto Lifehouse. E abandonado o blog, talvez.
Mas indo ao que importa, na primeira vez que falei de Lifehouse eu disse que eles faziam a trilha sonora da minha vida. Mais recentemente, isso parou, comecei a namorar há um ano e cinco meses (uma gatinha linda) e o Lifehouse continuou na fase "não me chute, eu amo você". Por isso esse post é um ode ao passado, e pode de repente ajudar pessoas como essa canção me ajudou em certa época da vida.
Porque a gente tem a necessidade de se agarrar a pensamentos alheios para ver se outras pessoas já viveram sua situação, e assim provar que alguém te compreende nesse mundinho. Há muita gente que busca frases famosas de escritores, outras que encontram apoio em filmes, e alguns como eu acham o que precisam na música. Eu estava em uma época que, como dito no início do post, não aguentava mais correr atrás de alguém que me ignorava, não me valorizava em nada. Então veio Lifehouse.

"Tentei seguir seus passos, tentei ir atrás de você, tentei ver quão perto do chão eu poderia me aproximar". Em verdade, todos que já se apaixonaram e não foram correspondidos sabem qual é essa sensação que o Lifehouse descreve. É um tanto triste, e depois de muito tempo quando isso já passou a gente chega até a se envergonhar por ter vivido essa situação. Mas não precisa ter vergonha. Essa experiência é um mal necessário, vamos assim dizer. Todos que superam isso se sentem mais fortes, mais maduros, mais experientes, dificilmente deixam de aprender com os erros, e cada vez mais ficam prontos para uma relação com o amor da vida, enfim.
O problema é saber sair dessa situação ruim, que o Lifehouse chama de SICK CYCLE CAROUSEL, algo como "Ciclo Vicioso Doentio", o título da música de hoje. A melodia é tipicamente da banda, dedilhado de violão, uma guitarra marcante (como falada nesse post), e a voz rouca de Jason Wade cantando com muita emoção. E essa canção me ajudou principalmente com uma frase do refrão: "E quando isso irá chegar ao fim? Continua girando, e sei que não vai parar até que eu desça daqui para meu próprio bem". Foi quando eu percebi que esse era o limite, e que já estava me fazendo mal há um bom tempo. Percebi que nunca seria feliz com a pessoa, mesmo que as coisas começassem a dar certo, afinal, tudo foi construído em cima de muitos erros. Para terminar o combo, juntei Sick Cycle Carousel com Not Meant to Be do TOAD e concluí: Isso nunca vai dar certo.

Claro que, falando de Lifehouse, sempre há a interpretação gospel. Dizem que o Ciclo Vicioso é o ciclo de pecados, do qual o vocalista não quer mais participar. Mas como sempre, vai de cada um, o importante é curtir o som! E se alguém se identificar, espero que isso tudo possa ter ajudado de alguma :)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Coldplay - Yellow


Look how they shine for yoooooooou....

Da última vez que falei de Coldplay discuti sobre um certo dilema, ou as pessoas amam ou odeiam Coldplay. Até que fui bem surpreendido por um bom número de quem dizia ser indiferente, e entre amar e odiar, mais pessoas ficaram do lado positivo pra banda de Chris Martin. Apesar de ter sido o post mais comentado e um dos mais visualizados do blog (o "mais-mais" é First Time, do Lifehouse), hoje não vamos falar sobre esse assunto e vamos retomar o primeiro post, aonde eu falei sobre a origem do Coldplay, e a primeira música do primeiro álbum. Caso alguém tenha lido, deve lembrar que eu falei sobre como Coldplay produzia canções incrivelmente simples e ótimas. Tentando seguir uma cronologia para a banda, hoje vamos comentar sobre o primeiro hit deles, a querida YELLOW.
Segundo single da história do Coldplay (seguido de Shiver), Yellow tem força até hoje. Nos shows da banda, costuma ser um ponto alto, um pouco por causa das bolas infláveis que são liberadas no meio do público, mas muito porque é uma canção marcante. Seguindo a linha do post sobre o Don't Panic, Yellow também é extremamente simplista; a letra é a básica de amor: "as estrelas brilham para você", "eu escrevi essa canção para você", "você sabe que eu te amo muito", [...]. Para muitos é um ponto negativo, uma falta de originalidade, um motivo para crítica. Mas na minha concepção, às vezes quando abrimos nossos sentimentos para quem nós gostamos, podemos até enfeitar, falar palavras bonitas, criar metáforas, mas tudo o que queremos dizer é "por você eu daria minha vida", e esse é o ponto de Chris Martin, deixar de lado qualquer subliminaridade e dizer "eu gosto de você". Ponto.

Yellow tem uma base acústica de um violão que introduz a música e cresce em momentos chaves, enquanto uma guitarra surge para dar um fôlego na música que tem energia, vida própria e potencial trilha para um bobo-apaixonado. Por que se chama Yellow? As teorias são muitas, mas se vale o que o compositor falou, quando estava criando a música Chris encontrou uma lista telefônica no estúdio chamada "Yellow Pages" e resolveu roubar a palavra para a composição. Ainda disse que a canção poderia se chamar até mesmo "Playboy", caso fosse essa a revista que tivesse encontrado.
Eu pagaria pra ver.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Death Cab for Cutie - Title and Registration


No último post eu disse que estava mudando minha concepção sobre meu álbum favorito dentre as bandas que ouço e admiro. Sempre afirmei que esse posto era do Athlete, com sua obra-pianinho TOURIST. Mas então surgiu "a outra". Com um nome difícil e estranho e uma coleção de melodias inegavelmente lindas. Um tal de TRANSATLANTICISM, do Death Cab for Cutie.

Em verdade esse álbum caiu em minhas mãos faz um tempinho (virtualmente falando), logo que conheci Death Cab, em 2007, quando um amigo lançou a piada "Não entendo essa história de indie que está surgindo! É só usar all-star e uma camiseta do Death Cab for Cutie, é isso?". Por algum motivo, me dispus a ouvir a falada banda, e logo comecei pelo Transatlanticism (um dia você se acostuma com esse nome e pasme, saberá pronunciá-lo sem nenhuma dificuldade). Por algum motivo, não foi paixão à primeira vista, e isso eu nunca vou entender o porquê; mas isso faz parte, de repente você conhece alguém na sua escola e só três anos depois repara que ela é o amor da sua vida.
Sei que um dia resolvi dar uma atenção a esse álbum, e aí foi fatal. Fui cada vez mais engolindo Death Cab, passando de um album a outro, pesquisando notícias da banda, assistindo clipes, comprando cd... UFA. Um legítimo viciado. A ponto de duvidar se meu album favorito é realmente Tourist, e não Transatlanticism.

Eu já trouxe partes do album timidamente pra vocês: A Lack of Color, com seu violãozinho calmo e sua letra deprê, e Lightness, com seu modo de ver o eterno dilema "razão x coração". E se essas duas músicas não foram motivos suficientes para te convencer que o album é brilhante, aqui vem mais um motivo: TITLE AND REGISTRATION. Um pouco no padrão de A Lack of Color, a música tem um dedilhadinho de violão perfeito, uma melodia relaxante ao extremo, e uma letra deprezinha pra satisfazer o dono do blog, é claro. Acompanhe: Ele começa falando que deveriam trocar o nome do porta-luvas do carro. Afinal, você abre um porta-luvas, e não encontra luvas. Isso pra dizer que ao abrir o compartimento, ele acabou por se deparar com fotos de uma garota com a qual ele se relacionou, e obviamente, tudo acabou. Ou seja, ao invés de luvas, tudo o que ele encontrou foram lembranças de tempos melhores, antes da menina ter dado um pé na bunda dele. BEN GIBBARD GÊNIO. Até pra falar a coisa mais simples do mundo, "vi fotos que eu queria esquecer", ele cria uma boa história para suas composições!

Enfim, para quem gostar, pode ouvir as músicas do Athlete que postei aqui, e as três do Death Cab já citadas hoje, e assim quem sabe pode me dar uma opinião de qual álbum é melhor, Tourist ou Translat... Transatl... Trans o que mesmo?